
O Governo Federal está nos estágios finais de desenvolvimento de um modelo inovador para concessões de rodovias federais, destinado a tornar a cobrança de pedágios menos onerosa para os usuários. O novo sistema, denominado internamente como “programa de concessões inteligentes”, permitirá a utilização de recursos públicos para subsidiar parte das obras rodoviárias, resultando em tarifas de pedágio mais baixas. O primeiro leilão nesse formato está previsto para ocorrer em 2026.
Entre as rodovias contempladas nesta primeira fase de concessões estão trechos da BR-101 no sul da Bahia, a BR-393 no Rio de Janeiro, a BR-356 entre Minas Gerais e o Porto do Açu (RJ), e a BR-070 (Brasília-Mato Grosso). Este modelo busca aprimorar a abordagem das concessões “light” anteriores, concentrando-se em garantir que as tarifas de pedágio sejam aceitáveis para os usuários, especialmente em rodovias onde o tráfego não sustenta uma cobrança elevada.
O objetivo é aliviar o orçamento do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que supervisiona a malha rodoviária federal não concedida. O modelo de concessões “inteligentes” envolve intervenções viárias planejadas, como duplicações e construção de terceiras faixas em trechos específicos, parcialmente financiadas pelo governo. Diferente das PPPs clássicas, onde o governo faz pagamentos contínuos ao longo do contrato, neste caso, o investimento público ocorre integralmente no início.
Além disso, o modelo prevê a oferta de serviços como ambulâncias – embora não 24 horas com paramédicos – e guinchos mecânicos, que serão gratuitos somente quando o veículo parado bloquear a pista. Caso contrário, o serviço será pago pelos usuários.
Os trechos selecionados para concessão terão entre 300 a 400 quilômetros. Na região Centro-Oeste, a prioridade será conectar áreas produtoras de grãos a terminais logísticos, enquanto o Nordeste e a área do Matopiba estão sob estudo, segundo o BNDES.
Com as rodovias mais atraentes já concedidas ao setor privado, o governo agora busca viabilizar concessões em áreas menos atrativas, denominadas “osso”. Para garantir o sucesso dos leilões, será crucial fornecer garantias financeiras sólidas para atrair investidores. Inicialmente, pensou-se em obter crédito do BID, mas a proposta foi barrada pela Casa Civil.
Atualmente, a ideia é utilizar o FDIRS (Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável) como fonte de garantia para esses projetos. Alterações no regulamento do fundo permitem que para cada R$ 1 do governo, mais R$ 5 sejam levantados com novos cotistas. Esses recursos estarão disponíveis para assegurar a viabilidade financeira das concessões “inteligentes”.

Sumário: Em entrevista realizada durante um dia de campo na lavoura de milho safrinha, Fábio Christovam, da RouteLife & AgroShield Seguros, explica como o seguro agrícola funciona como ferramenta de estabilidade para produtores. O destaque é o planejamento antecipado para entrar na fila da subvenção governamental federal e estadual, que reduz o custo da proteção. Mesmo quem já foi plantado pode contratar, mediante avaliação técnica, com a vantagem da cobertura de replantio caso haja atraso na emergência das plantas devido às chuvas. O seguro é dividido em estágios: replantio até 15 cm e, depois, a cobertura básica contra eventos climáticos severos. Em caso de sinistro, peritos avaliam o laudo inicial, e na colheita ocorre nova perícia para validar a produtividade, liberando indenização pela diferença entre o garantido e o rendimento efetivo. A RouteLife oferece portfólio amplo para o agronegócio, com visitas técnicas às propriedades, cotações personalizadas sem custo e atendimento no campo e na cidade; seguros de vida, automóveis e empresariais também integram a oferta.

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O vereador Pedro Kawai (PSDB) visitou a SCI-AGRO, empresa vencedora na categoria de médio porte no 18º Destaque Industrial promovido pelo Ciesp-Piracicaba. A premiação, que homenageou 15 empresas em 2025, reconhece indústrias de vários portes e uma categoria especial com impacto econômico e social significativo. Durante a visita, Kawai conheceu a estrutura e o funcionamento da SCI-AGRO, um laboratório de análises químicas e biológicas que contribui para o desenvolvimento da região. A empresa destaca-se por seu rigor técnico, empregando mais de 100 colaboradores.

O Sistema Faep e outras entidades do setor agropecuário entregaram um documento ao Instituto Água e Terra solicitando ajustes nas regras de licenciamento ambiental no Paraná. A proposta visa simplificar processos burocráticos que impactam cadeias produtivas como bovinocultura e avicultura, que atualmente enfrentam insegurança jurídica. Paralelamente, o Hackathon Show Rural Digital Coopavel, marcado para fevereiro, busca soluções inovadoras para o agronegócio, destacando-se como um impulsionador da transformação digital no setor. Em Goiás, o Valor Bruto da Produção Agropecuária cresceu 13,6% em 2025, reforçado principalmente pela soja, bovinocultura e milho. O Relatório de Perspectivas para Commodities 2026 da StoneX aponta uma estabilidade no setor de commodities, com riscos geopolíticos e impactos nos custos de fertilizantes. A economia global mostra crescimento, mas enfrenta incertezas políticas e econômicas.

A fruticultura de Santa Catarina celebra uma melhora nas exportações de maçãs com a realização de inspeções fitossanitárias diretamente nos packing houses, fortalecendo a segurança e a credibilidade do produto. Essa decisão, fruto de uma parceria entre entidades como a Faesc e ABPM, garante conformidade sanitária e solidifica a competitividade do estado, consolidando-o como referência na produção de maçãs no Brasil. Além disso, a Reforma Tributária, em vigor a partir de 2026, trará mudanças significativas para os produtores, como a introdução do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), demandando adaptação e planejamento tributário. A implementação da Nota Fiscal Fácil e do CNPJ Alfanumérico são outras inovações que prometem simplificar processos fiscais e melhorar a identificação dos produtores.