
A indústria de Mato Grosso do Sul encerrou o ano de 2025 com um desempenho recorde nas exportações de produtos industriais, segundo levantamento do Observatório da Indústria da Fiems. Com uma receita acumulada de US$ 7,81 bilhões, o setor registrou um crescimento de 14% em relação a 2024, quando o total foi de US$ 6,83 bilhões. Este resultado posiciona 2025 como o melhor ano da série histórica para as exportações industriais do estado.
Em dezembro de 2025, as exportações somaram US$ 687,6 milhões, refletindo uma alta de 10% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Tal performance fez de dezembro de 2025 o melhor da história para o mês, consolidando a participação da indústria no comércio exterior do estado.
O setor industrial respondeu por 79% da receita total das exportações de Mato Grosso do Sul em dezembro, e 73% no acumulado de 2025. O economista-chefe da Fiems, Ezequiel Resende, destacou a importância do setor para o comércio exterior do estado.
Os grupos que se destacaram no cenário de exportações em 2025 foram:
Juntos, eles representaram 82% das exportações totais de Mato Grosso do Sul de janeiro a dezembro de 2025. Em termos de receita, o grupo Celulose e papel foi líder com US$ 6,9 bilhões, destacando-se na exportação de pasta química de madeira. Principais mercados compradores incluíram China, Itália, Holanda, Estados Unidos e Turquia.
O Complexo frigorífico seguia de perto com US$ 2,4 bilhões, com as exportações de carnes desossadas congeladas e refrigeradas de bovino e peito de frango desossado e congelado. Este grupo contou principalmente com países como China, Estados Unidos, Chile, México e Holanda.
O setor de Óleos vegetais e derivados também apresentou destaque, acumulando receita de US$ 561 milhões. A exportação de bagaços e resíduos da extração do óleo de soja, farinhas e pellets de soja e óleo de soja bruto foram os principais contribuidores, tendo Holanda, Indonésia, Polônia, Espanha e Índia como principais destinos.
O desempenho recorde da indústria de Mato Grosso do Sul em 2025 reafirma sua posição como um dos polos industriais mais robustos do país, com fortes contribuições para a economia local e nacional.

A proibição da União Europeia a produtos brasileiros de carne bovina e mel entra em vigor em 3 de setembro, com base em alegações de monitoramento insuficiente de antimicrobianos. Exportações de carne e mel orgânico para o bloco registraram altas recentes, mas o cenário futuro torna-se incerto.
Após a expansão do ecossistema de inovação voltado ao agronegócio, o mercado de fusões e aquisições envolvendo agtechs caminha para uma etapa mais seletiva. Com investidores e compradores cada vez mais atentos à geração de valor, empresas capazes de comprovar resultados operacionais, escalabilidade e maturidade de gestão tendem a concentrar as oportunidades de negócios nos próximos anos. Nesse cenário, de acordo com Camila Perez, líder de M&A da Galapos, a expectativa é que 2026 seja marcado por operações mais qualificadas, com foco em ativos que combinem tecnologia validada, base de clientes consistente, governança madura e capacidade comprovada de gerar vantagem competitiva no campo.

Produzir mais, preservando os recursos naturais e reduzindo a vulnerabilidade às mudanças climáticas, deixou de ser apenas uma agenda ambiental para se tornar uma estratégia de sobrevivência no agronegócio. Essa necessidade acelerou a busca por sistemas produtivos mais resilientes.
Fundada em um pequeno kibbutz em Israel há 60 anos, a Netafim é pioneira e líder mundial em soluções para irrigação. Com atuação em mais de 110 países, chegou ao Brasil na década de 1990, com um portfólio completo de produtos e soluções inovadoras de irrigação por gotejamento, que visam contribuir com o eficiente uso da água, aumentando a produtividade na agricultura e trazendo mais tranquilidade ao produtor rural.
A construção de uma agricultura mais resiliente às mudanças climáticas e capaz de gerar valor para toda a cadeia produtiva passa, cada vez mais, pela atuação conjunta entre empresas, instituições financeiras e produtores rurais. Foi com esse objetivo que a BB Seguros sediou, na última semana, o encontro "Agricultura Regenerativa em Pauta: Valor, Métricas e Mercado", promovido pelo Consórcio Reg.IA, primeiro consórcio de agricultura regenerativa da América Latina, liderado pela Produzindo Certo, empresa que conecta produtores rurais a empresas comprometidas com a sustentabilidade.