
São Paulo, 26 – A China atingiu outro marco na produção de grãos em 2025, alcançando um volume total de aproximadamente 714,9 milhões de toneladas. Este aumento representa um acrescimento de 8,4 milhões de toneladas em comparação ao ano anterior, conforme dados revelados pelo Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais.
Pelo segundo ano consecutivo, a colheita chinesa se manteve acima do marco de 700 milhões de toneladas, superando desafios climáticos significativos, como secas, inundações e chuvas prolongadas em diversas regiões do país.
Crescimento por Região e Cultura
Produção de Proteínas e Oleaginosas
No segmento de proteínas e oleaginosas, a produção de soja manteve-se robusta, atingindo 20,91 milhões de toneladas, consolidando-se acima de 20 milhões de toneladas pelo quarto ano consecutivo. Além disso, a produção combinada de carnes, incluindo suína, bovina, ovina e de aves, aumentou 4,2%, totalizando 100,72 milhões de toneladas.
Avanços Tecnológicos e Impacto Econômico
O governo chinês destaca a tecnologia como um fator crucial para impulsionar a produtividade agrícola. A taxa de mecanização no cultivo e colheita atingiu 76,7%, enquanto a frota de drones agrícolas ultrapassou 300 mil unidades, cobrindo cerca de 30 milhões de hectares.
O desenvolvimento no setor se refletiu positivamente na renda rural, com um aumento real de 6% no rendimento disponível per capita dos residentes rurais.
Perspectivas Futuras
Com olhar no futuro, o Ministério da Agricultura pretende acelerar reformas estruturais, incluindo a expansão de programas-piloto para estender os contratos de terras rurais por mais 30 anos. Estas iniciativas visam garantir a sustentabilidade e o crescimento contínuo do setor agrícola.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.