
Grandes Redes de Varejo Cobram Transparência das Tradings Agrícolas sobre Moratória da Soja
Na última terça-feira, uma coalizão de grandes redes de varejo do Reino Unido e da Europa formalizou, por meio de carta endereçada aos principais executivos das maiores tradings agrícolas, uma cobrança contundente por um posicionamento claro ante a saída da Moratória da Soja, pacto histórico que visava proteger o bioma Amazônia do desmatamento para a produção de soja. Este documento sublinha a continuidade das exigências europeias de exclusão de soja proveniente de áreas desmatadas após julho de 2008.
Envio da Carta e Recipientes Chave
A carta, que foi obtida pela imprensa, foi enviada aos CEOs de empresas líderes do setor como ADM, Bunge, Cargill, Louis Dreyfus Company e Cofco International. Além disso, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva, e o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), André Nassar, também receberam cópias. Entre os signatários estão renomadas cadeias de supermercados como Tesco, Sainsbury's, Asda, Aldi, Lidl, Marks & Spencer, Morrisons, e Ocado.
Os varejistas expressaram sua profunda decepção com a retirada voluntária da Abiove do acordo, posição firmada desde 2006, que, segundo eles, representa um retrocesso no combate ao desmatamento, ao mesma tempo que ponha em risco futuras colaborações para a proteção ambiental. Ainda que a Abiove tenha assegurado que políticas individuais de compras, em conformidade com a legislação vigente, substituirão o pacto, a incerteza gerada preocupa os compradores europeus.
Implicações da Moratória e Prazos para Resposta
A carta reforça que o desmantelamento da moratória não altera a postura das redes de varejo europeias, que permanecem firmes na rejeição de soja originada de áreas desmatadas após a data limite estipulada. As redes solicitam que cada trading responda até 16 de fevereiro de 2026, detalhando se pretendem aderir novamente, individualmente, aos princípios da moratória.
De forma clara e objetiva, o documento impõe três linhas de responsabilidade:
Contexto Regulatório e Implicações Finais
Tal movimento das redes de varejo ocorre após a Abiove iniciar o processo de saída da moratória em resposta à Lei nº 12.709/2024, que entrou em vigor em Mato Grosso no início de 2026. Esta lei estabelece que incentivos fiscais sejam vinculados ao estrito cumprimento da legislação ambiental nacional, impedindo benefícios para empresas que participem de acordos além dos requisitos federais. A norma estava suspensa, mas foi reativada após a validação pelo Supremo Tribunal Federal.
Para os supermercados europeus, o fim do mecanismo coletivo amplia a incerteza ao não se ter uma unidade de políticas ambientais. De acordo com estimativas ambientais, a moratória desde sua inauguração em 2006, auxiliada por entidades como Greenpeace e Ipam, evitou o desmatamento de aproximadamente 17 mil quilômetros quadrados de floresta Amazônica.
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No dia 6 de agosto de 2026, de 14h às 18h, entidades promoveram em Natal o evento 'Minerais Críticos para o Rio Grande do Norte', com foco em industrialização e valor agregado a recursos estratégicos. Líderes destacaram a importância dos minerais críticos e o potencial do tungstênio no Seridó.

As recentes decisões da Justiça sobre a recuperação de créditos de PIS e Cofins têm chamado a atenção de empresas do agronegócio. O entendimento, que ganhou força após as mudanças promovidas pela Lei Complementar 224/2025, pode representar uma oportunidade para produtores rurais, cooperativas e agroindústrias revisarem sua estratégia tributária e recuperarem valores pagos indevidamente.
A Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) através do seu Programa Estadual de Certificação Fitossanitária e do Programa Estadual de Exportação de Produtos de Origem Vegetais, deu início nesta terça-feira, 21 de julho, a uma série de reuniões que têm como objetivo, abordar junto a Responsáveis Técnicos (RT’s) habilitados para a emissão de Certificado Fitossanitário de Origem e do Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado (CFO/CFOC), as novas diretrizes do Sistema Nacional de Certificação Fitossanitária de Origem, o SINFITO. Até o dia 6 de agosto, engenheiros agrônomos percorrem o Estado para finalizar a série de sete encontros.
Com o início da fiscalização das novas regras de preços de transferência (Lei nº 14.596/23), especialistas apontam que a Receita Federal deve priorizar dois segmentos nos próximos meses: o setor de commodities (devido à nova obrigatoriedade do RTC mensal) e subsidiárias de risco limitado que operam com prejuízos recorrentes no Brasil.

Sumário: Em entrevista realizada durante um dia de campo na lavoura de milho safrinha, Fábio Christovam, da RouteLife & AgroShield Seguros, explica como o seguro agrícola funciona como ferramenta de estabilidade para produtores. O destaque é o planejamento antecipado para entrar na fila da subvenção governamental federal e estadual, que reduz o custo da proteção. Mesmo quem já foi plantado pode contratar, mediante avaliação técnica, com a vantagem da cobertura de replantio caso haja atraso na emergência das plantas devido às chuvas. O seguro é dividido em estágios: replantio até 15 cm e, depois, a cobertura básica contra eventos climáticos severos. Em caso de sinistro, peritos avaliam o laudo inicial, e na colheita ocorre nova perícia para validar a produtividade, liberando indenização pela diferença entre o garantido e o rendimento efetivo. A RouteLife oferece portfólio amplo para o agronegócio, com visitas técnicas às propriedades, cotações personalizadas sem custo e atendimento no campo e na cidade; seguros de vida, automóveis e empresariais também integram a oferta.