
Fundo de Descarbonização do Espírito Santo: R$ 1 Bilhão para Impulsionar a Transição Energética na Agropecuária e Indústria Sustentável
O Governo do Espírito Santo lançou o Fundo de Descarbonização do Estado, com quase R$ 1 bilhão para apoiar projetos empresariais focados na transição energética e redução de emissões de gases de efeito estufa. A agropecuária está entre os segmentos beneficiados. O fundo, gerido pelo BTG Pactual, combina capital público e privado, e apoia iniciativas como geração de energia renovável, tecnologias limpas, agricultura sustentável e transporte de baixa emissão. As empresas devem estar em conformidade com normas ambientais e de segurança para se qualificarem. O governador Renato Casagrande destacou que o fundo reforça a agenda climática do estado, convertendo receitas de combustíveis fósseis em investimentos sustentáveis.
Fundo de Descarbonização do Espírito Santo Apoia Transição Energética no Estado
O Governo do Espírito Santo, em uma iniciativa pioneira, anunciou o lançamento do Fundo de Descarbonização, que visa impulsionar projetos empresariais focados na transição energética e na minimização de emissões de gases de efeito estufa. Esse novo fundo, avaliado em quase R$ 1 bilhão, estará acessível a diversos setores, incluindo a agropecuária.
Administrado pelo BTG Pactual, vencedor da licitação realizada pelo Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) em 2025, o Fundo de Descarbonização recebeu um substancial aporte de R$ 500 milhões do Fundo Soberano, derivado das receitas de petróleo e gás, além de R$ 400 milhões investidos pelo BTG Pactual. O objetivo é continuar a captação de novos investidores, criando oportunidades de investimentos sustentáveis.
- Geração de Energia Renovável: Foco em solar, eólica, biogás e biometano.
- Tecnologias Limpas: Aplicações na produção industrial.
- Eficiência Energética: Modernização das cadeias logísticas, promovendo eletrificação.
- Reflorestamento e recuperação ambiental.
- Agricultura Sustentável: Promoção de práticas agrícolas regenerativas.
- Uso de Biocombustíveis: Desenvolvimento de combustíveis alternativos.
- Transportes de Baixa Emissão: Inclusão de frotas eletrificadas.
- Gestão de Resíduos: Valorização energética, biogás e reciclagem.
O acesso aos recursos é condicionado às empresas que se concentrarem na execução de projetos que promovam a redução de carbono nos setores de energia, indústria, agricultura, florestas, uso do solo, transportes e resíduos. Para garantir uma distribuição equilibrada, o fundo proíbe a canalização de recursos para um único setor.
Sergio Cutolo, sócio da BTG Pactual Asset Management, destacou a importância desse mecanismo, que combina governança pública e investimentos privados, visando uma economia de baixo carbono. Cutolo explicou que esta é uma oportunidade de transformar metas ambientais em ações concretas com impacto significativo para o estado.
Empresas interessadas em apoio devem estar em conformidade com regulamentações de saúde, segurança e meio ambiente, além de apresentarem adimplência com a União e entidades estaduais.
A seleção do BTG Pactual como gestor do fundo ocorreu após uma criteriosa chamada pública nacional, que avaliou diversas propostas de gestão. A responsabilidade da organização será atender às empresas e avaliar projetos que estejam alinhados ao Plano de Descarbonização do Espírito Santo, focando em setores prioritários.
O governador Renato Casagrande salientou que o fundo reforça uma agenda climática de longa data no estado, com programas pioneiros como o Reflorestar e o Programa Capixaba de Mudanças Climáticas, destacando o compromisso do Espírito Santo com o desenvolvimento sustentável.
“A criação deste fundo simboliza um avanço significativo no compromisso com o desenvolvimento sustentável, transformando recursos fósseis em oportunidades de investimento em energia limpa,” declarou Casagrande.




