
Minas Gerais alcançou um marco notável no setor agropecuário em 2025, ao registrar um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 167,8 bilhões. Este resultado representa um expressivo crescimento de 13,5% em relação ao ano de 2024.
O VBP é um indicador crucial que estima a renda gerada pelos estabelecimentos rurais a partir da venda de produtos agrícolas e pecuários. Dados essenciais para o cálculo são fornecidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, em parceria com o IBGE, Conab e Cepea/USP.
O setor de lavouras destacou-se, atingindo R$ 112,7 bilhões, um aumento de 16,4%, e representando 67% do faturamento total do agro mineiro. O café foi a cultura mais significativa, contribuindo com R$ 58,7 bilhões e apresentando um aumento notável de 47%. Esta cultura sozinha, abrange 35% do VBP do estado.
Outros produtos também mostraram alta significativa, como a soja, com um VBP de R$ 18,8 bilhões (aumento de 12%), e o milho, com R$ 7,7 bilhões (alta de 17%).
Por outro lado, produtos como cana-de-açúcar, banana, batata-inglesa, e feijão sofreram declínios em seus VBPs.
O segmento pecuário obteve R$ 55,1 bilhões, marcando um crescimento de 8%. Dentro deste segmento, a carne bovina liderou, com receitas de R$ 18,1 bilhões e uma subida de 14%.
Leite e carne suína também se destacaram com receitas de R$ 18,1 bilhões e R$ 7,8 bilhões respectivamente. As exportações de frango e ovos também apresentaram desempenhos robustos.
O avanço do VBP em Minas reflete a resiliência do setor agropecuário frente aos desafios, sustentando a economia local e contribuindo significativamente para a balança comercial do estado.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.