
A cadeia produtiva do alho brasileiro vive um momento de forte pressão econômica devido ao avanço do alho importado, especialmente de China e Argentina. Segundo produtores, o produto estrangeiro chega ao mercado nacional com valores considerados abaixo do custo de produção no Brasil, ampliando a concorrência e reduzindo a rentabilidade no campo.
Diante desse cenário, representantes do setor afirmam que irão solicitar ao governo brasileiro a adoção de medidas para conter a importação e equilibrar as condições de competitividade. A mobilização ocorre em um momento em que produtores buscam alternativas para aliviar a pressão sobre preços e evitar perdas ainda maiores na safra.
De acordo com a Associação Nacional dos Produtores de Alho (Anapa), a entrada de alho de origem chinesa e argentina em patamares de preço considerados incompatíveis com os custos nacionais tem impacto direto nas decisões de plantio. Para reduzir prejuízos, produtores planejam diminuir a área cultivada neste ano.
Destaque: produtores estimam uma redução de 21% na área plantada, para 11 mil hectares, como reação ao aumento da concorrência com o alho importado.
A perspectiva de recuo no plantio revela como a concorrência com importados pode alterar rapidamente o planejamento do agronegócio. Com margens menores e risco elevado de prejuízo, a estratégia de reduzir a área cultivada surge como forma de contenção de perdas, ainda que traga incertezas para a oferta futura do produto nacional.
A diminuição da área tende a impactar diferentes etapas da cadeia, desde o planejamento de compra de insumos até a contratação de mão de obra. Embora produtores busquem racionalizar custos, o setor alerta que a continuidade desse quadro pode desestimular investimentos e comprometer a competitividade do alho produzido no Brasil no médio prazo.
Conforme a avaliação da Anapa, o ponto central do debate é a diferença entre o preço do alho importado e o custo de produção nacional. Para os produtores, quando o produto estrangeiro entra no país com valores inferiores aos custos internos, o mercado passa a operar sob forte distorção, pressionando o preço pago ao produtor e elevando o risco de inviabilidade econômica da atividade.
Por isso, a entidade afirma que pretende levar ao governo propostas de ações para conter a importação de alho originário da China e da Argentina. O objetivo declarado é reduzir os efeitos da concorrência considerada desigual e garantir condições mais equilibradas para o produtor brasileiro.
Origem das importações em destaque: China e Argentina.
Queixa do setor: preços do produto importado abaixo do custo de produção nacional.
Resposta dos produtores: redução prevista da área plantada para mitigar perdas.
Movimento institucional: solicitação ao governo por medidas para conter importações.
Item Informação Motivo da pressão Concorrência com alho importado a preços inferiores ao custo nacional Origem citada China e Argentina Entidade Associação Nacional dos Produtores de Alho (Anapa) Impacto no plantio Redução prevista de 21% na área plantada Área estimada 11 mil hectares
Na avaliação dos produtores, medidas para conter a importação podem atuar como um instrumento para reduzir a assimetria de preços no mercado interno. A expectativa é que ações nesse sentido contribuam para diminuir a pressão sobre o valor pago ao produtor e, consequentemente, reduzir a necessidade de cortes no plantio.
Enquanto a discussão avança, a sinalização de redução da área cultivada reforça o clima de cautela no campo. Para o setor, o desfecho das negociações e o posicionamento do governo serão determinantes para orientar decisões de produção e o planejamento das próximas safras.

Resumo: A Bahia está promovendo uma articulação intersetorial para ampliar a citricultura, reunindo a Seagri, a Bahiainveste e as secretarias de Desenvolvimento Rural (SDR) e de Desenvolvimento Econômico (SDE) para debater diagnóstico técnico, abertura de novos mercados para a laranja e atração de investimentos privados. O objetivo é avançar na implantação de agroindústrias na região e fortalecer a cadeia citrícola por meio de cooperações com os territórios do Litoral Norte e do Recôncavo Baiano.

Produção de cervejas sem glúten disparou de 71 milhões de litros em 2024 para 367,9 milhões em 2025, um crescimento de 417,68%. - Disponibilidade de produtos: 44.212 cervejas registradas e 56.170 marcas cadastradas. - Panorama regional: São Paulo lidera com 452 cervejarias; a região Sudeste responde por 47,2% do total. - Comércio exterior: as exportações atingiram US$ 218,3 milhões em 2025, alta de 6,9% ante 2024, enquanto o volume exportado caiu 5,1%, apontando maior valor agregado aos produtos. - Transformação do setor: apesar do ritmo de abertura de novas cervejarias ter desacelerado, o Brasil expandiu a presença no mercado internacional, registrando o maior valor de exportações já observado.

A trajetória da cachaça de Paraty, nascida nos alambiques históricos que marcam o Caminho do Ouro da Estrada Real. Do período colonial, em que a bebida circulava como moeda, à resistência contemporânea, a produção local preserva saberes de fermentação e destilação moldados por um território onde serra encontra o mar.

Resumo: A Safra da Tainha de Florianópolis será marcada por ações culturais, religiosas e educativas que antecedem a abertura oficial, prevista para o dia 1° de maio. As atividades começam no domingo (26), com missa às 7h30 no Rancho Getúlio Manoel Inácio, no Campeche; na quinta-feira (30) ocorrem ações educativas para crianças, com material audiovisual e roda de conversa sobre os 200 anos da Igreja São Sebastião; na sexta-feira (1°) ocorre a abertura oficial com café comunitário. Ainda no mesmo dia, na Praia do Moçambique, o Rancho Parelha Atobá oferece celebrações, apresentações e café da tarde. A Safra deve se estender até o final de julho, com cotas de pesca por modalidade; a Rota da Tainha em Florianópolis abrange 26 praias, onde banheiros químicos serão instalados, iluminação reforçada e restrições a esportes aquáticos em áreas próximas aos ranchos. O subsecretário de pesca, Gabi Floripa, ressalta que a Safra envolve planejamento, respeito à natureza e organização comunitária. Em 2025, Florianópolis teve 51 embarcações licenciadas de emalhe, 500–600 pescadores e produção de cerca de 400 toneladas, com impacto econômico próximo de R$ 4 milhões; mais de 1 mil pessoas participaram do arrasto de praia entre 57 ranchos.

A coluna analisa a ascensão de Itapema como um dos mercados imobiliários mais valorizados do Brasil, destacando como a cidade deixou de ser considerada satélite de Balneário Camboriú para consolidar protagonismo próprio. Com VGV de R$ 4,1 bilhões em 2025 e metro quadrado entre os mais caros do país, Itapema atrai cada vez mais capital do agronegócio. Investidores rurais de estados como Mato Grosso, Paraná e São Paulo estruturam suas aquisições alinhadas aos ciclos de safra, enxergando no litoral catarinense uma alternativa segura de diversificação patrimonial. Especialistas descartam risco de bolha e apontam que a escassez de terrenos frente-mar sustenta a valorização no longo prazo.