
Abertura oficial está marcada para sexta-feira (1º), na praia do Campeche, com programação em diferentes pontos da cidade.
Florianópolis inicia, nos próximos dias, uma série de ações que antecedem a Safra da Tainha, uma das tradições mais marcantes do litoral catarinense. As atividades começam no domingo (26) e reúnem momentos culturais, religiosos e educativos, envolvendo comunidades pesqueiras e moradores, até o início oficial da temporada, na sexta-feira (1º), na praia do Campeche.
A programação abre cedo no domingo, às 7h30, com a missa da safra no Rancho Getúlio Manoel Inácio, no Campeche. A celebração marca simbolicamente a preparação dos pescadores e das famílias para o período de captura do peixe, reforçando a dimensão comunitária e tradicional que acompanha a safra ano após ano.
Já na quinta-feira (30), a partir das 14h, o mesmo rancho recebe atividades com foco em educação e memória cultural, com ações voltadas especialmente para crianças. Estão previstas exibições de material audiovisual e uma roda de conversa sobre os 200 anos da Igreja São Sebastião do Campeche, além de outras iniciativas de caráter formativo e comunitário.
Na sexta-feira (1º), ocorre a abertura oficial da Safra da Tainha no Campeche, com abertura do rancho às 7h15, seguida por café comunitário e atividades ao longo do dia. Paralelamente, a praia do Moçambique também entra no roteiro de celebrações: o Rancho Parelha Atobá organiza uma agenda com apresentações e um café da tarde aberto à população.
Destaque: A Safra da Tainha em Florianópolis vai além da pesca e envolve organização comunitária, planejamento e respeito aos ciclos da natureza.
A Safra da Tainha deve seguir até o final de julho, período em que os cardumes deixam a costa de Santa Catarina ao avançarem em sua rota migratória. Durante a temporada, pescadores das regiões Sul e Sudeste podem capturar até 8.186 toneladas de tainha — limite definido por portaria federal para o ciclo atual.
Em Santa Catarina, as cotas variam conforme a modalidade de pesca autorizada. O modelo de emalhe anilhado tem limite estadual de 1.094 toneladas, enquanto o arrasto de praia, prática tradicional e bastante associada à cultura local, pode atingir até 1.332 toneladas. Para as modalidades de emalhe costeiro e cerco ou traineira, os tetos estabelecidos são de 2.070 e 720 toneladas, respectivamente.
Informação essencial: As cotas por modalidade buscam equilibrar a atividade econômica com o manejo responsável do recurso pesqueiro.| Modalidade | Limite máximo |
|---|---|
| Emalhe anilhado | 1.094 toneladas |
| Arrasto de praia | 1.332 toneladas |
| Emalhe costeiro | 2.070 toneladas |
| Cerco / traineira | 720 toneladas |
A cidade conta com a chamada Rota da Tainha, composta por 26 praias reconhecidas oficialmente. A lista inclui comunidades tradicionais e pontos com intensa mobilização durante a temporada, reforçando o papel de Florianópolis como referência na pesca artesanal e no patrimônio cultural ligado ao mar.
Praias reconhecidas na Rota da Tainha:
Para apoiar a movimentação nas regiões dos ranchos de pesca, haverá instalação de banheiros químicos e reforço de iluminação em áreas próximas às estruturas tradicionais dos pescadores. Além disso, algumas praias poderão ter restrições temporárias à prática de esportes aquáticos durante o período da safra, como medida de organização e segurança das operações de pesca.
O subsecretário de pesca, Gabi Floripa, ressalta que a temporada não se resume ao momento de puxar a rede. Segundo ele, a safra envolve planejamento, organização comunitária e respeito ao ambiente, com mobilização que começa semanas antes da abertura oficial.
“Muito antes do dia 1º de maio, os pescadores já estão mobilizados fazendo investimentos, preparando embarcações, revisando redes e alinhando estratégias.”
Em 2025, Florianópolis registrou 51 embarcações licenciadas para emalhe anilhado, com cerca de 500 a 600 pescadores envolvidos diretamente nessa modalidade. A produção total na temporada chegou perto de 400 toneladas, gerando um impacto econômico estimado em aproximadamente R$ 4 milhões.
No caso do arrasto de praia, mais de 1 mil pessoas participaram da atividade, distribuídas entre 57 ranchos na capital catarinense — um indicador do peso social e cultural da safra, que mobiliza famílias, vizinhança e visitantes.
Contexto Global Saúde: Embora seja uma pauta de cultura e economia local, a Safra da Tainha também se relaciona à organização de espaços públicos e ao convívio comunitário nas praias, exigindo planejamento e medidas de apoio durante a temporada.

Resumo: A Bahia está promovendo uma articulação intersetorial para ampliar a citricultura, reunindo a Seagri, a Bahiainveste e as secretarias de Desenvolvimento Rural (SDR) e de Desenvolvimento Econômico (SDE) para debater diagnóstico técnico, abertura de novos mercados para a laranja e atração de investimentos privados. O objetivo é avançar na implantação de agroindústrias na região e fortalecer a cadeia citrícola por meio de cooperações com os territórios do Litoral Norte e do Recôncavo Baiano.

Produção de cervejas sem glúten disparou de 71 milhões de litros em 2024 para 367,9 milhões em 2025, um crescimento de 417,68%. - Disponibilidade de produtos: 44.212 cervejas registradas e 56.170 marcas cadastradas. - Panorama regional: São Paulo lidera com 452 cervejarias; a região Sudeste responde por 47,2% do total. - Comércio exterior: as exportações atingiram US$ 218,3 milhões em 2025, alta de 6,9% ante 2024, enquanto o volume exportado caiu 5,1%, apontando maior valor agregado aos produtos. - Transformação do setor: apesar do ritmo de abertura de novas cervejarias ter desacelerado, o Brasil expandiu a presença no mercado internacional, registrando o maior valor de exportações já observado.

Produtores brasileiros de alho enfrentam a concorrência de importações baratas, principalmente da China e da Argentina, que pressionam o mercado interno. Segundo a Associação Nacional dos Produtores de Alho (Anapa), as entradas de alho importado chegam abaixo do custo de produção nacional, agravando os prejuízos. Em resposta, os produtores vão pedir ao governo medidas para conter as importações. Como consequência, prevê-se uma queda de 21% na área plantada neste ano, atingindo 11 mil hectares.

A trajetória da cachaça de Paraty, nascida nos alambiques históricos que marcam o Caminho do Ouro da Estrada Real. Do período colonial, em que a bebida circulava como moeda, à resistência contemporânea, a produção local preserva saberes de fermentação e destilação moldados por um território onde serra encontra o mar.

A coluna analisa a ascensão de Itapema como um dos mercados imobiliários mais valorizados do Brasil, destacando como a cidade deixou de ser considerada satélite de Balneário Camboriú para consolidar protagonismo próprio. Com VGV de R$ 4,1 bilhões em 2025 e metro quadrado entre os mais caros do país, Itapema atrai cada vez mais capital do agronegócio. Investidores rurais de estados como Mato Grosso, Paraná e São Paulo estruturam suas aquisições alinhadas aos ciclos de safra, enxergando no litoral catarinense uma alternativa segura de diversificação patrimonial. Especialistas descartam risco de bolha e apontam que a escassez de terrenos frente-mar sustenta a valorização no longo prazo.