
Produção artesanal mantém técnicas próprias de fermentação e destilação, influenciada pelo encontro entre serra e mar.
Nos alambiques de Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro, tradição e história seguem lado a lado desde o período em que a cachaça era mais do que uma bebida: ela circulava como moeda de troca no Caminho do Ouro, rota ligada à Estrada Real. Séculos depois, a produção local resiste às mudanças do tempo e ganha novos contornos, sem abrir mão das práticas que consolidaram a reputação do município.
A cachaça produzida na cidade é resultado de um processo que combina memória, território e técnica. Produtores locais preservam modos próprios de fazer, com etapas de fermentação e destilação conduzidas de forma artesanal, moldadas por um ambiente singular: uma região onde a serra encontra o mar. Esse cenário influencia o modo de produção e contribui para uma identidade reconhecida por apreciadores e especialistas.
A presença da cachaça na história de Paraty remonta ao ciclo do ouro, quando a bebida era utilizada como instrumento econômico em rotas comerciais estratégicas. Naquele contexto, sua circulação acompanhava o movimento de mercadorias e pessoas, conectando diferentes regiões e consolidando a importância do município em um período decisivo para a formação do país.
Com o passar dos séculos, a bebida deixou de ser apenas um recurso de troca e passou a ocupar um espaço de patrimônio cultural. Hoje, permanece associada à identidade local e ao modo de vida de comunidades que ajudam a sustentar a tradição, em um esforço que envolve continuidade, adaptação e valorização do saber-fazer.
O diferencial da cachaça artesanal de Paraty está nas técnicas preservadas por produtores que mantêm rotinas específicas de fabricação. O processo, que inclui escolhas cuidadosas na fermentação e na destilação, segue práticas transmitidas ao longo do tempo, reforçando um padrão que prioriza consistência e caráter regional.
Em vez de padronização industrial, a produção local se apoia em métodos tradicionais, com atenção aos detalhes e à relação entre ambiente e resultado final. A combinação entre clima, vegetação e histórico cultural forma uma espécie de “assinatura” sensorial, reconhecida como um traço distintivo da bebida feita no município.
Fator Como impacta a cachaça Território (serra e mar) Contribui para uma identidade regional marcante, associada ao ambiente local. Fermentação tradicional Mantém características próprias do método artesanal transmitido entre gerações. Destilação em alambique Preserva o modo clássico de produção e reforça a autenticidade do produto. Herança cultural Agrega influências históricas e sociais ao valor simbólico da bebida.
A força da cachaça local também está no seu contexto humano. A bebida carrega marcas de uma formação social diversa, com influências portuguesas, caiçaras, quilombolas e indígenas. Essa mistura de matrizes ajuda a explicar por que a cachaça de Paraty ultrapassa o status de produto e se consolida como um símbolo cultural do município.
Ao longo do tempo, técnicas e costumes foram sendo incorporados à produção, reforçando uma tradição que se mantém viva. Para produtores e comunidades, o alambique é mais do que um espaço de fabricação: é um local onde história, identidade e conhecimento prático se encontram.
Destaque: A cachaça de Paraty é considerada um dos maiores símbolos culturais da cidade, resultado direto da união entre território, tradição e diversidade de influências históricas.
Identidade local: a bebida é parte do patrimônio cultural de Paraty.
Saber-fazer artesanal: métodos próprios garantem singularidade ao produto.
História econômica: a cachaça já foi usada como moeda no Caminho do Ouro.
Território: o encontro entre serra e mar influencia a produção e o perfil regional.
Mesmo sustentada pela tradição, a cachaça de Paraty não ficou presa ao passado. A produção atual é descrita como um movimento de resistência e reinvenção, no qual o compromisso com técnicas históricas convive com a busca por manter a atividade relevante e valorizada. O resultado é uma bebida que segue conectada às origens, mas dialoga com o presente por meio da continuidade produtiva.
Em um cenário em que consumidores buscam autenticidade e origem, o que se destaca em Paraty é a capacidade de preservar uma identidade construída por séculos. A cachaça local permanece como expressão de um território e de uma história que seguem em circulação — agora como herança, cultura e referência de produção artesanal.

Resumo: A Bahia está promovendo uma articulação intersetorial para ampliar a citricultura, reunindo a Seagri, a Bahiainveste e as secretarias de Desenvolvimento Rural (SDR) e de Desenvolvimento Econômico (SDE) para debater diagnóstico técnico, abertura de novos mercados para a laranja e atração de investimentos privados. O objetivo é avançar na implantação de agroindústrias na região e fortalecer a cadeia citrícola por meio de cooperações com os territórios do Litoral Norte e do Recôncavo Baiano.

Produção de cervejas sem glúten disparou de 71 milhões de litros em 2024 para 367,9 milhões em 2025, um crescimento de 417,68%. - Disponibilidade de produtos: 44.212 cervejas registradas e 56.170 marcas cadastradas. - Panorama regional: São Paulo lidera com 452 cervejarias; a região Sudeste responde por 47,2% do total. - Comércio exterior: as exportações atingiram US$ 218,3 milhões em 2025, alta de 6,9% ante 2024, enquanto o volume exportado caiu 5,1%, apontando maior valor agregado aos produtos. - Transformação do setor: apesar do ritmo de abertura de novas cervejarias ter desacelerado, o Brasil expandiu a presença no mercado internacional, registrando o maior valor de exportações já observado.

Produtores brasileiros de alho enfrentam a concorrência de importações baratas, principalmente da China e da Argentina, que pressionam o mercado interno. Segundo a Associação Nacional dos Produtores de Alho (Anapa), as entradas de alho importado chegam abaixo do custo de produção nacional, agravando os prejuízos. Em resposta, os produtores vão pedir ao governo medidas para conter as importações. Como consequência, prevê-se uma queda de 21% na área plantada neste ano, atingindo 11 mil hectares.

Resumo: A Safra da Tainha de Florianópolis será marcada por ações culturais, religiosas e educativas que antecedem a abertura oficial, prevista para o dia 1° de maio. As atividades começam no domingo (26), com missa às 7h30 no Rancho Getúlio Manoel Inácio, no Campeche; na quinta-feira (30) ocorrem ações educativas para crianças, com material audiovisual e roda de conversa sobre os 200 anos da Igreja São Sebastião; na sexta-feira (1°) ocorre a abertura oficial com café comunitário. Ainda no mesmo dia, na Praia do Moçambique, o Rancho Parelha Atobá oferece celebrações, apresentações e café da tarde. A Safra deve se estender até o final de julho, com cotas de pesca por modalidade; a Rota da Tainha em Florianópolis abrange 26 praias, onde banheiros químicos serão instalados, iluminação reforçada e restrições a esportes aquáticos em áreas próximas aos ranchos. O subsecretário de pesca, Gabi Floripa, ressalta que a Safra envolve planejamento, respeito à natureza e organização comunitária. Em 2025, Florianópolis teve 51 embarcações licenciadas de emalhe, 500–600 pescadores e produção de cerca de 400 toneladas, com impacto econômico próximo de R$ 4 milhões; mais de 1 mil pessoas participaram do arrasto de praia entre 57 ranchos.

A coluna analisa a ascensão de Itapema como um dos mercados imobiliários mais valorizados do Brasil, destacando como a cidade deixou de ser considerada satélite de Balneário Camboriú para consolidar protagonismo próprio. Com VGV de R$ 4,1 bilhões em 2025 e metro quadrado entre os mais caros do país, Itapema atrai cada vez mais capital do agronegócio. Investidores rurais de estados como Mato Grosso, Paraná e São Paulo estruturam suas aquisições alinhadas aos ciclos de safra, enxergando no litoral catarinense uma alternativa segura de diversificação patrimonial. Especialistas descartam risco de bolha e apontam que a escassez de terrenos frente-mar sustenta a valorização no longo prazo.