
Os preços do petróleo registram alta nesta segunda-feira (27), impulsionados pela suspensão de negociações diretas entre Washington e Teerã previstas para o fim de semana, e pela continuidade do bloqueio do Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o transporte global de energia. A interrupção das tratativas aumenta a percepção de risco no mercado e reforça temores de restrição na oferta de crude, com reflexos sobre combustíveis e custos logísticos.
No início do pregão, o Brent, referência para a Europa, avança 2%, cotado a 107,44 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência para os Estados Unidos, sobe 1,76%, para 96,06 dólares por barril. O movimento ocorre após uma semana de forte valorização, quando os contratos acumularam ganhos expressivos e consolidaram os maiores avanços semanais desde o início da guerra.
A leitura predominante entre investidores é de que a manutenção das tensões no Oriente Médio — somada à ausência de progresso nas conversas diplomáticas — sustenta um prêmio de risco nos preços, especialmente diante da possibilidade de disrupções prolongadas no fluxo de exportações.
| Indicador | Variação | Cotação |
|---|---|---|
| Brent (Europa) | Alta de 2% | 107,44 dólares por barril |
| WTI (EUA) | Alta de 1,76% | 96,06 dólares por barril |
| Gás natural (Europa) | Alta de 0,88% | 45,25 euros por megawatt-hora |
O Estreito de Ormuz continua como um dos principais fatores de volatilidade. Considerado uma das rotas mais sensíveis para o transporte de petróleo e derivados, qualquer restrição ao tráfego no local tende a afetar rapidamente o equilíbrio entre oferta e demanda. Com o bloqueio mantido, o mercado precifica um cenário de oferta global penalizada, o que sustenta as cotações.
Analistas acompanham, ainda, os impactos indiretos sobre custos de energia em diferentes regiões, em um momento em que o petróleo e o gás natural têm peso relevante sobre inflação, cadeias de suprimento e despesas de transporte — fatores que podem repercutir no custo de vida e em políticas econômicas.
Destaque: A suspensão de negociações EUA–Irã e a continuidade do bloqueio do Estreito de Ormuz aumentam o prêmio de risco e reforçam preocupações com a oferta global de petróleo.
As expectativas de uma nova rodada de negociações diretas entre os Estados Unidos e o Irã diminuíram ao longo do fim de semana, após a suspensão do encontro que estava previsto para ocorrer com mediação no Paquistão. A interrupção do diálogo reduziu, no curto prazo, a probabilidade de um entendimento capaz de aliviar tensões e contribuir para a normalização do fluxo na região.
Ainda assim, parte do mercado monitora sinais de possível reaproximação. Informações divulgadas pela imprensa internacional apontam que Teerã teria enviado aos EUA, por meio do mediador paquistanês, um plano escrito com propostas que incluem a reabertura do Estreito de Ormuz e a possibilidade de prorrogar um cessar-fogo. Questões mais complexas, como negociações sobre um acordo relacionado ao programa nuclear iraniano, ficariam para uma etapa posterior.
Além do petróleo, o gás natural negociado na Europa também opera em alta, com avanço de 0,88%, para 45,25 euros por megawatt-hora. O movimento reforça o cenário de sensibilidade dos mercados de energia a eventos geopolíticos e à percepção de risco em rotas estratégicas, ainda que cada commodity responda a fundamentos próprios de oferta, demanda e estoques.
Em meio ao ambiente de incerteza, instituições financeiras revisam cenários. O Goldman Sachs, por exemplo, elevou suas projeções para o quarto trimestre, citando a redução da produção no Oriente Médio. A estimativa passou a considerar o Brent em 90 dólares por barril e o WTI em 83 dólares por barril.
Para os próximos dias, o mercado deve seguir guiado por três vetores principais:
A combinação desses fatores deve manter o petróleo em um patamar de maior volatilidade, com reflexos para setores dependentes de energia e para a formação de preços de combustíveis, transporte e insumos industriais.

O governo do Paraguai decidiu tornar obrigatória a incorporação de etanol com 50% de origem na cana-de-açúcar na gasolina, posição que posiciona o país como nova fronteira de expansão da cana na América do Sul. A regra atual vinha com 30% de etanol, produzido principalmente a partir da cana, que passou a ter prioridade na matriz energética, diminuindo o papel relativo do milho.

O texto aborda a escalada do uso de biomassa para atender usinas térmicas ligadas às agroindústrias, impulsionada pelos investimentos em usinas de etanol de milho em Mato Grosso. A demanda aquém da oferta de biomassa já levou ao uso até de florestas nativas, mas há um movimento público-privado para restringir isso: o Ministério Público de Mato Grosso conseguiu que o governo estadual se comprometa a proibir o uso de floresta nativa para energia até 2035, o que deve acelerar o plantio de eucaliptos, que demoram seis a sete anos para maturar.

Preço e vantagem: o etanol hidratado permanece economicamente mais vantajoso que a gasolina em boa parte do país, com média de preço de 63,7% da gasolina (60,7% em São Paulo) na última semana de maio; para boa parte da frota flex, o rendimento fica em torno de 70% da gasolina (chegando a 75% em modelos mais recentes).

A empresa processou 17,9 milhões de toneladas de cana na safra, 12% abaixo da anterior, e concentrou a produção de açúcar para mitigar o menor esmagamento, com preços fixados próximo de 18 centavos de dólar por libra-peso. Como resultado, o lucro líquido caiu 62%, para 137 milhões de reais, a receita líquida recuou 16%, para 5,7 bilhões, e o EBITDA caiu 29%, para 1,3 bilhão; ainda assim, o desempenho figura entre os três melhores da história da companhia. Em contraste, a Tereos global encerrou a safra com prejuízo de 590 milhões (unit europeia mais afetada). A venda da Usina Andrade à Viralcool ajudou o resultado brasileiro, já que a unidade tem foco em etanol, enquanto o grupo é mais voltado ao açúcar e está em uma região com forte competição por cana. O executivo Santoul aponta a....

A Organização Marítima Internacional (OMI) estabeleceu o padrão de pegada de carbono para o etanol de milho brasileiro em 20,8 g CO2e por MJ, aplicado ao biocombustível produzido na segunda safra. Esse valor contrasta com a intensidade média atual do transporte marítimo, de 93,3 g CO2e por MJ, sinalizando um marco importante enquanto a OMI elabora regulamentações para combustíveis de baixo carbono. Executivos da indústria afirmam que o marco posiciona o etanol de milho brasileiro e sul-americano como combustível viável para a descarbonização do setor de navegação. A produção de etanol de milho no Brasil cresceu de cerca de....