
Com a elevação dos juros, o custo real dos financiamentos supera as taxas anunciadas, gerando apreensão entre os produtores agrícolas. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) manifestou apoio à investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre possíveis irregularidades na concessão de crédito rural.
A fiscalização, solicitada pelo Congresso Nacional, direciona-se a práticas de instituições financeiras que vinculam a concessão de crédito rural à aquisição de produtos como seguros e previdência privada. O TCU avaliará também a transparência de taxas e a adequação dos prazos de quitação ao ciclo agrícola.
Para a Aprosoja-MT, essas imposições aumentam o Custo Efetivo Total dos financiamentos, fazendo com que o crédito rural se pareça mais com crédito comercial devido a tarifas administrativas e encargos adicionais.
A consequência, segundo a associação, é um acesso ao crédito mais caro e restritivo, impactando negativamente o produtor rural. Com preços de soja em R$ 95 por saca em algumas regiões de Mato Grosso, o risco de endividamento cresce.
Descaracterização do Crédito Rural
A Aprosoja-MT destaca ainda a perda de características do crédito rural como ferramenta de política pública. As garantias extras e produtos financeiros acessórios representam um desvio da proposta original de estabilidade e segurança alimentar.
Apesar de anunciados juros de 12% ao ano, o custo final para o produtor chega a níveis entre 18% e 21%, comprometendo a viabilidade de operações agrícolas. Este cenário leva a uma redução de margens e aumento do endividamento.
A fiscalização do TCU é vista como uma oportunidade de corrigir distorções históricas e promover maior transparência e responsabilidade no sistema de crédito rural. A Aprosoja-MT espera que isso restabeleça um equilíbrio, garantindo crédito acessível e previsível.
No fim, a associação reafirma seu compromisso com a defesa dos produtores rurais e do crédito como instrumento estratégico para o desenvolvimento econômico e a segurança alimentar.

Decreto presidencial assinado em 12 de agosto de 2026 autoriza propriedades rurais, pequenos comércios, indústrias de menor porte, hospitais e escolas em baixa tensão a acessar o mercado livre a partir de 25 de novembro de 2027. Consumidores residenciais entram na etapa seguinte, em 25 de novembro de 2028.

O PL 2290/26, de autoria do deputado Evair Vieira de Melo, inclui veículos utilitários leves como quadriciclos no financiamento do Pronaf, com cilindrada entre 250 cm³ e 700 cm³. O uso fora da atividade rural implica vencimento antecipado do saldo devedor.

No dia 6 de agosto de 2026, de 14h às 18h, entidades promoveram em Natal o evento 'Minerais Críticos para o Rio Grande do Norte', com foco em industrialização e valor agregado a recursos estratégicos. Líderes destacaram a importância dos minerais críticos e o potencial do tungstênio no Seridó.

As recentes decisões da Justiça sobre a recuperação de créditos de PIS e Cofins têm chamado a atenção de empresas do agronegócio. O entendimento, que ganhou força após as mudanças promovidas pela Lei Complementar 224/2025, pode representar uma oportunidade para produtores rurais, cooperativas e agroindústrias revisarem sua estratégia tributária e recuperarem valores pagos indevidamente.
A Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) através do seu Programa Estadual de Certificação Fitossanitária e do Programa Estadual de Exportação de Produtos de Origem Vegetais, deu início nesta terça-feira, 21 de julho, a uma série de reuniões que têm como objetivo, abordar junto a Responsáveis Técnicos (RT’s) habilitados para a emissão de Certificado Fitossanitário de Origem e do Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado (CFO/CFOC), as novas diretrizes do Sistema Nacional de Certificação Fitossanitária de Origem, o SINFITO. Até o dia 6 de agosto, engenheiros agrônomos percorrem o Estado para finalizar a série de sete encontros.