
Crédito Rural em Xeque: Aprosoja-MT Apoia Fiscalização do TCU para Combater Abusos e Impulsionar Sustentabilidade no Agro
Com a alta dos juros e práticas consideradas abusivas, a Aprosoja-MT apoia a investigação do Tribunal de Contas da União sobre a concessão de crédito rural. A entidade destaca exigências ilegais por parte das instituições financeiras, que tendem a elevar o custo do crédito além das taxas anunciadas. A investigação visa garantir maior transparência e adequação dos financiamentos aos ciclos produtivos, buscando corrigir distorções no sistema e assegurar crédito acessível e alinhado às finalidades públicas. A Aprosoja-MT pretende continuar defendendo os produtores rurais e a função estratégica do crédito rural.
Fiscalização do TCU no Crédito Rural: Desafios e Esperanças para Produtores
Com a elevação dos juros, o custo real dos financiamentos supera as taxas anunciadas, gerando apreensão entre os produtores agrícolas. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) manifestou apoio à investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre possíveis irregularidades na concessão de crédito rural.
A fiscalização, solicitada pelo Congresso Nacional, direciona-se a práticas de instituições financeiras que vinculam a concessão de crédito rural à aquisição de produtos como seguros e previdência privada. O TCU avaliará também a transparência de taxas e a adequação dos prazos de quitação ao ciclo agrícola.
Para a Aprosoja-MT, essas imposições aumentam o Custo Efetivo Total dos financiamentos, fazendo com que o crédito rural se pareça mais com crédito comercial devido a tarifas administrativas e encargos adicionais.
A consequência, segundo a associação, é um acesso ao crédito mais caro e restritivo, impactando negativamente o produtor rural. Com preços de soja em R$ 95 por saca em algumas regiões de Mato Grosso, o risco de endividamento cresce.
Descaracterização do Crédito Rural
A Aprosoja-MT destaca ainda a perda de características do crédito rural como ferramenta de política pública. As garantias extras e produtos financeiros acessórios representam um desvio da proposta original de estabilidade e segurança alimentar.
Apesar de anunciados juros de 12% ao ano, o custo final para o produtor chega a níveis entre 18% e 21%, comprometendo a viabilidade de operações agrícolas. Este cenário leva a uma redução de margens e aumento do endividamento.
A fiscalização do TCU é vista como uma oportunidade de corrigir distorções históricas e promover maior transparência e responsabilidade no sistema de crédito rural. A Aprosoja-MT espera que isso restabeleça um equilíbrio, garantindo crédito acessível e previsível.
No fim, a associação reafirma seu compromisso com a defesa dos produtores rurais e do crédito como instrumento estratégico para o desenvolvimento econômico e a segurança alimentar.




