
Com a elevação dos juros, o custo real dos financiamentos supera as taxas anunciadas, gerando apreensão entre os produtores agrícolas. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) manifestou apoio à investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre possíveis irregularidades na concessão de crédito rural.
A fiscalização, solicitada pelo Congresso Nacional, direciona-se a práticas de instituições financeiras que vinculam a concessão de crédito rural à aquisição de produtos como seguros e previdência privada. O TCU avaliará também a transparência de taxas e a adequação dos prazos de quitação ao ciclo agrícola.
Para a Aprosoja-MT, essas imposições aumentam o Custo Efetivo Total dos financiamentos, fazendo com que o crédito rural se pareça mais com crédito comercial devido a tarifas administrativas e encargos adicionais.
A consequência, segundo a associação, é um acesso ao crédito mais caro e restritivo, impactando negativamente o produtor rural. Com preços de soja em R$ 95 por saca em algumas regiões de Mato Grosso, o risco de endividamento cresce.
Descaracterização do Crédito Rural
A Aprosoja-MT destaca ainda a perda de características do crédito rural como ferramenta de política pública. As garantias extras e produtos financeiros acessórios representam um desvio da proposta original de estabilidade e segurança alimentar.
Apesar de anunciados juros de 12% ao ano, o custo final para o produtor chega a níveis entre 18% e 21%, comprometendo a viabilidade de operações agrícolas. Este cenário leva a uma redução de margens e aumento do endividamento.
A fiscalização do TCU é vista como uma oportunidade de corrigir distorções históricas e promover maior transparência e responsabilidade no sistema de crédito rural. A Aprosoja-MT espera que isso restabeleça um equilíbrio, garantindo crédito acessível e previsível.
No fim, a associação reafirma seu compromisso com a defesa dos produtores rurais e do crédito como instrumento estratégico para o desenvolvimento econômico e a segurança alimentar.

Sumário: Em entrevista realizada durante um dia de campo na lavoura de milho safrinha, Fábio Christovam, da RouteLife & AgroShield Seguros, explica como o seguro agrícola funciona como ferramenta de estabilidade para produtores. O destaque é o planejamento antecipado para entrar na fila da subvenção governamental federal e estadual, que reduz o custo da proteção. Mesmo quem já foi plantado pode contratar, mediante avaliação técnica, com a vantagem da cobertura de replantio caso haja atraso na emergência das plantas devido às chuvas. O seguro é dividido em estágios: replantio até 15 cm e, depois, a cobertura básica contra eventos climáticos severos. Em caso de sinistro, peritos avaliam o laudo inicial, e na colheita ocorre nova perícia para validar a produtividade, liberando indenização pela diferença entre o garantido e o rendimento efetivo. A RouteLife oferece portfólio amplo para o agronegócio, com visitas técnicas às propriedades, cotações personalizadas sem custo e atendimento no campo e na cidade; seguros de vida, automóveis e empresariais também integram a oferta.

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O vereador Pedro Kawai (PSDB) visitou a SCI-AGRO, empresa vencedora na categoria de médio porte no 18º Destaque Industrial promovido pelo Ciesp-Piracicaba. A premiação, que homenageou 15 empresas em 2025, reconhece indústrias de vários portes e uma categoria especial com impacto econômico e social significativo. Durante a visita, Kawai conheceu a estrutura e o funcionamento da SCI-AGRO, um laboratório de análises químicas e biológicas que contribui para o desenvolvimento da região. A empresa destaca-se por seu rigor técnico, empregando mais de 100 colaboradores.

O Sistema Faep e outras entidades do setor agropecuário entregaram um documento ao Instituto Água e Terra solicitando ajustes nas regras de licenciamento ambiental no Paraná. A proposta visa simplificar processos burocráticos que impactam cadeias produtivas como bovinocultura e avicultura, que atualmente enfrentam insegurança jurídica. Paralelamente, o Hackathon Show Rural Digital Coopavel, marcado para fevereiro, busca soluções inovadoras para o agronegócio, destacando-se como um impulsionador da transformação digital no setor. Em Goiás, o Valor Bruto da Produção Agropecuária cresceu 13,6% em 2025, reforçado principalmente pela soja, bovinocultura e milho. O Relatório de Perspectivas para Commodities 2026 da StoneX aponta uma estabilidade no setor de commodities, com riscos geopolíticos e impactos nos custos de fertilizantes. A economia global mostra crescimento, mas enfrenta incertezas políticas e econômicas.

A fruticultura de Santa Catarina celebra uma melhora nas exportações de maçãs com a realização de inspeções fitossanitárias diretamente nos packing houses, fortalecendo a segurança e a credibilidade do produto. Essa decisão, fruto de uma parceria entre entidades como a Faesc e ABPM, garante conformidade sanitária e solidifica a competitividade do estado, consolidando-o como referência na produção de maçãs no Brasil. Além disso, a Reforma Tributária, em vigor a partir de 2026, trará mudanças significativas para os produtores, como a introdução do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), demandando adaptação e planejamento tributário. A implementação da Nota Fiscal Fácil e do CNPJ Alfanumérico são outras inovações que prometem simplificar processos fiscais e melhorar a identificação dos produtores.