
Em meio a um cenário econômico desafiador, a abertura oficial da colheita do arroz para a safra 2025/2026 em Santa Catarina evidenciou a resiliência do setor orizícola local. Realizado na Fazenda Limoeiro, em São João do Itaperiú, o evento reuniu produtores, indústrias, pesquisadores e representantes governamentais, simbolizando o início de mais um ciclo importante para o setor.
Crise de Rentabilidade: A cerimônia foi impactada pela pressão econômica, destacada pela queda nos preços do arroz. Com aproximadamente 2,5 milhões de toneladas de arroz em casca armazenadas, o mercado enfrenta uma desvalorização do grão que compromete a sustentabilidade da produção. Nos últimos 12 meses, o valor da saca de arroz em Santa Catarina caiu mais de 50%, sendo agora comercializada abaixo de R$ 50, o que é alarmante para a competitividade da produção local.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC), Walmir Rampinelli, reforçou a necessidade de estratégias coletivas para superar este momento crítico. Segundo ele, a união entre produtores, entidades governamentais e a indústria é essencial para contornar a atual crise econômica. “Demonstraremos nossa força através da cooperação e busca por políticas que valorizem o arroz como alimento e impulsionador da economia”, afirmou Rampinelli.
Situação da Safra 2025/2026: Segundo a Epagri/Cepa, todos os indicadores produtivos desta safra em Santa Catarina estão em retração. A área plantada caiu 1,28%, totalizando 143.433 hectares. Além disso, houve uma diminuição de 4,89% na produtividade média, que agora é de 8.509 kg por hectare. Estes dados indicam uma queda de 6,11% na produção total, estimada em 1.220.462 toneladas.
A caminho da solução, a colheita do arroz em Santa Catarina surge como um pacto entre os diversos atores do setor, que buscam alternativas viáveis para reverter o atual quadro e garantir o futuro da produção rural. Ações estruturais e coletivas são vistas como os pilares para recuperar a rentabilidade e a estabilidade econômica da orizicultura catarinense.
Confrontando estas adversidades, Santa Catarina reafirma seu compromisso com o desenvolvimento agrícola sustentável, incorporando práticas e políticas que busquem renovar a competitividade do arroz não apenas em nível estadual, mas também nacional.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.