
Movimentação dos Fundos de Investimentos nas Commodities: Foco em Milho, Soja e Trigo
Em São Paulo, 26 de janeiro de 2026, a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) revelou novas movimentações dos fundos de investimentos no mercado de grãos na Bolsa de Chicago (CBOT) durante a semana encerrada em 20 de janeiro. As mudanças nas posições líquidas destacam a atual dinâmica de especulação e a expectativa dos investidores no setor agrícola.
Destaque para a soja: os fundos decidiram reduzir suas apostas na alta desse grão. A posição líquida comprada sofreu uma queda significativa de 26,8%, desvalorizando de 19.985 para 14.624 lotes. Essa decisão pode refletir um ajuste estratégico baseado em previsões de mercado ou alterações nas condições climáticas que impactam as colheitas.
Em contraste, os fundos ampliaram suas posições líquidas vendidas no mercado de milho. Aumento de 5,75% foi observado nessa operação, com os lotes crescendo de 90.658 para 95.867. Essa movimentação indica um sentimento de cautela ou expectativa de queda nos preços do milho, essencial para determinar cenários futuros.
Igualmente, o mercado de trigo mostrou um aumento no saldo vendido, com elevação de 4,91%
Essas estratégias adotadas pelos fundos de investimento ressaltam a natureza volátil e estratégica do mercado de futuros de commodities, onde as variáveis podem mudar rapidamente, impactando diretamente os produtores e consumidores globais.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.