
Mato Grosso do Sul deu início à colheita da soja para a safra 2025/2026 na terceira semana de janeiro, com aproximadamente 480 hectares já colhidos nas regiões
Sul e Centro do estado. Apesar de um atraso de aproximadamente uma semana em comparação ao ciclo anterior, as condições das lavouras são consideradas boas, permitindo um início efetivo do trabalho nas regiões agrícolas.
A maturação das plantas ocorreu sem a antecipação, já que não houve estresses climáticos severos, diferentemente da safra anterior, onde algumas áreas puderam ser colhidas mais cedo. Este desenvolvimento regular não apenas influenciou no calendário, mas também garantiu condições favoráveis para a colheita.
Essas três regiões são responsáveis por uma parte significativa da área cultivada.
No Nordeste, 73,9% das lavouras estão em boas condições, enquanto 16,4% são consideradas regulares. O Sudoeste apresenta 76,7% das áreas com bom desenvolvimento. As condições 'regulares' e 'ruins' têm sido associadas a solos arenosos, estiagens localizadas e pragas.
Estas áreas apresentam maiores desafios, mas as boas condições ainda prevalecem.
Com a continuidade da progressão da maturação nas regiões subjacentes, espera-se um aumento gradual no ritmo de colheita nas semanas seguintes.
Historicamente, o pico das operações de colheita de soja em Mato Grosso do Sul ocorre entre o início de fevereiro e a primeira quinzena de março. A conclusão da colheita é projetada para o mês de maio, com expectativas de bons resultados, dado o início positivo e as condições adequadas.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.