
A safra brasileira de algodão apresentou menor área total plantada, mas registrou surpresa positiva nos níveis de produtividade por hectare. O cenário contribui para o desempenho da pluma no mercado.
O preço do algodão valorizou-se em razão de adversidades climáticas em produtores concorrentes internacionais, do ritmo de colheita mais lento no Brasil e da volatilidade no mercado energético.
Gustavo Piccoli, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), detalhou o ritmo da colheita e a comercialização do algodão em entrevista ao apresentador Fabiano Reis.
Os fatores climáticos no exterior e a alta produtividade doméstica sustentam a elevação do valor da commodity no mercado global.

Imagine reduzir em até 90% o consumo de água na agricultura, reduzir expressivamente a necessidade de fertilizantes químicos e agrotóxicos, e ainda aproximar a produção de alimentos frescos dos grandes centros urbanos. Esse cenário já é realidade em fazendas urbanas (urban farming) ao redor do mundo por meio de uma tecnologia que integra duas técnicas de produção de alimentos - a aquaponia.

O avanço da produção de grãos nas novas fronteiras agrícolas brasileiras vêm revelando um novo desafio para o agronegócio: fazer com que a infraestrutura acompanhe o ritmo de crescimento das lavouras. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) mostram que estados como Rondônia, Maranhão, Pará e Tocantins registram alguns dos menores índices de cobertura de armazenagem do país, evidenciando que a expansão da produção tem ocorrido mais rapidamente do que os investimentos em silos e armazéns.

Segundo a Conab, a produção nacional de sorgo na safra 2025/2026 deve chegar a 7,62 milhões de toneladas, com alta de 24,9% em relação à temporada anterior. Goiás lidera com 1,7 milhão de toneladas.

A Mosaic projeta queda de 30% no uso de fosfatados no Brasil em 2026, com déficit de 1,3 milhão de toneladas de DAP nos solos. O cenário é impulsionado pelo enxofre a US$ 705/t e já se reflete nos resultados da companhia, que registrou prejuízo no segundo trimestre.

Os preços do etanol hidratado e anidro caíram na última semana de julho no mercado paulista, enquanto o açúcar cristal encerrou o mês com leve alta acumulada, mas já recuou no começo de agosto. Oferta elevada e tempo seco impulsionam a colheita, e usinas de cana e milho enfrentam margens apertadas.