
O pregão mais recente da ICE deixou o café arábica, em contratos futuros, 5,9% acima do nível anterior. Em centavos de dólar por libra-peso, a variação absoluta foi de 19. O encerramento das negociações ocorreu a US$ 3,4165 por libra-peso.
No primeiro vencimento, a máxima da sessão chegou a US$ 3,7795 por libra-peso. Esse pico ocorreu no início de um período de notificação de entrega caracterizado por volumes bastante baixos.
Na Bolsa de Nova York, os estoques certificados de café permanecem próximos da mínima histórica de 26 anos.
O robusta também se valorizou no mesmo recorte de sessão: a alta foi de 5,1%, e o período terminou com cotação de US$ 3.802 por tonelada.
Pesquisas da Reuters estimam queda de 8,8% nos preços do arábica até o final de 2026. A projeção está ligada à expectativa de salto no excedente global da commodity. Na safra 2026/27, segundo a mesma fonte, o excedente global de café deve passar de 1,7 milhão para 8,2 milhões de sacas.

As exportações brasileiras de café solúvel somaram 8,161 mil toneladas em julho de 2026, 20% acima do mesmo mês de 2025, de acordo com a Abics. No acumulado de janeiro a julho, o volume cresceu 10,9%, enquanto o consumo doméstico avançou 14,4%.

A colheita brasileira de café atingiu 76% do total esperado até o fim de julho de 2026, segundo o Rabobank. As exportações de junho ficaram em 3,06 milhões de sacas, com o atraso da colheita afetando o ritmo dos embarques, e o acumulado do semestre em 17,8 milhões de sacas.

A colheita de café arábica na área da Expocacer chegou a 74% até 7 de agosto na safra atual, com 56% beneficiados e rendimento médio de cerca de 500 litros por saca. A cooperativa faturou cerca de R$ 3 bilhões em 2025 e projeta 2,8 milhões de sacas em 2026.

Sistema inteligente da Smartirriga, com IA, sensores e automação, cortou em 36% o uso de água em lavouras de café no ES. A empresa participou do Programa Sementes e prepara-se para novas oportunidades comerciais.

A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé realizou, no dia 29 de julho, o 8º Fórum Café e Clima, em Guaxupé (MG). O encontro reuniu especialistas para apresentar uma análise das condições meteorológicas registradas ao longo do último ciclo agrícola, seus reflexos sobre a safra 2026/2027 e as perspectivas climáticas para a produção de café em 2027, marcada pela influência de um El Niño de forte intensidade.