
O Paraguai deu um importante passo ao sancionar, em 22 de dezembro, uma lei que autoriza o cultivo de tilápias no reservatório da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Essa medida permite a criação de espécies exóticas em corpos d’água fechados e semiabertos, abrindo caminho para a tilapicultura no empreendimento binacional, anteriormente impedida pelas restrições legais vigentes.
Após este avanço legislativo, o próximo passo dependente é a aprovação por parte das autoridades brasileiras. Há respaldo da direção de Itaipu e do governo federal, especialmente através do Ministério da Pesca. Conforme projeções da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), divulgadas pelo Planalto, o reservatório tem potencial de suportar uma produção de 400 mil toneladas de peixe ao ano.
No entanto, o avanço do projeto exige a revisão do Acordo Bilateral Brasil–Paraguai, que atualmente proíbe o uso de espécies exóticas não nativas da bacia hidrográfica no reservatório. Qualquer alteração necessitaria da aprovação do Congresso, onde, segundo informações da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), ainda não há movimentação concreta para tal revisão.
Os congressistas defendem a responsabilidade do governo em coordenar os próximos passos, incluindo estudos de viabilidade para suporte do reservatório e a criação de protocolos para concessão de áreas aquícolas. As autorizações dependem de critérios sólidos, exigindo licenciamento ambiental e monitoramento contínuo com governança binacional.
“Uma eventual revisão formal do acordo bilateral pode, sim, passar pelo Congresso, mas isso não está colocado agora na mesa. O foco imediato precisa ser dar previsibilidade técnica e regulatória ao setor”, destaca a FPA.
Especialistas apontam para possíveis riscos ambientais. Jean Vitule, biólogo e professor de ecologia, expressa preocupação com a introdução da tilápia no ecossistema de Itaipu. Ele alerta sobre a inevitabilidade de escapes de peixes nos métodos de produção em tanques-rede, o que poderia comprometer outras espécies e ecossistemas dentro e fora do reservatório.
O professor menciona ainda a capacidade da tilápia de atrair outras espécies invasoras, como o mexilhão dourado, já presente no reservatório. A proliferação desta espécie pode aumentar significativamente os desafios de manutenção e impacto ambiental, potencialmente exigindo o uso de reagentes químicos com sérios riscos à sociedade.
Gilmara Junqueira, bióloga apelidada de “Doutora dos Peixes”, reforça que a alta capacidade de adaptação e reprodução da tilápia permite sua sobrevivência mesmo em condições extremas, podendo causar desequilíbrio em diversos ecossistemas caso escape do ambiente controlado. Outro risco é a transmissão de parasitas para peixes nativos.
A Hidrelétrica de Itaipu garante que a introdução das tilápias não afetará a geração de energia ou causará conflitos entre os diferentes usuários da água. O reservatório, que já é multifuncional, além da geração de energia, serve atualmente ao armazenamento de água, sedimentação animal, produção comercial, e como fonte hídrica para a fauna local.
Sobre medidas para minimizar riscos ambientais, Itaipu enfatiza a importância da manutenção da qualidade da água do reservatório, que é fortemente influenciada por atividades externas, como agropecuária e ocupação populacional. Entre as ações de segurança previstas estão:
Todos esses fatores destacam a complexidade e os desafios inerentes à implementação de projetos de piscicultura em grandes reservatórios, enfatizando a necessidade de um olhar atento para a preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.

Sumário: Em entrevista realizada durante um dia de campo na lavoura de milho safrinha, Fábio Christovam, da RouteLife & AgroShield Seguros, explica como o seguro agrícola funciona como ferramenta de estabilidade para produtores. O destaque é o planejamento antecipado para entrar na fila da subvenção governamental federal e estadual, que reduz o custo da proteção. Mesmo quem já foi plantado pode contratar, mediante avaliação técnica, com a vantagem da cobertura de replantio caso haja atraso na emergência das plantas devido às chuvas. O seguro é dividido em estágios: replantio até 15 cm e, depois, a cobertura básica contra eventos climáticos severos. Em caso de sinistro, peritos avaliam o laudo inicial, e na colheita ocorre nova perícia para validar a produtividade, liberando indenização pela diferença entre o garantido e o rendimento efetivo. A RouteLife oferece portfólio amplo para o agronegócio, com visitas técnicas às propriedades, cotações personalizadas sem custo e atendimento no campo e na cidade; seguros de vida, automóveis e empresariais também integram a oferta.

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O vereador Pedro Kawai (PSDB) visitou a SCI-AGRO, empresa vencedora na categoria de médio porte no 18º Destaque Industrial promovido pelo Ciesp-Piracicaba. A premiação, que homenageou 15 empresas em 2025, reconhece indústrias de vários portes e uma categoria especial com impacto econômico e social significativo. Durante a visita, Kawai conheceu a estrutura e o funcionamento da SCI-AGRO, um laboratório de análises químicas e biológicas que contribui para o desenvolvimento da região. A empresa destaca-se por seu rigor técnico, empregando mais de 100 colaboradores.

O Sistema Faep e outras entidades do setor agropecuário entregaram um documento ao Instituto Água e Terra solicitando ajustes nas regras de licenciamento ambiental no Paraná. A proposta visa simplificar processos burocráticos que impactam cadeias produtivas como bovinocultura e avicultura, que atualmente enfrentam insegurança jurídica. Paralelamente, o Hackathon Show Rural Digital Coopavel, marcado para fevereiro, busca soluções inovadoras para o agronegócio, destacando-se como um impulsionador da transformação digital no setor. Em Goiás, o Valor Bruto da Produção Agropecuária cresceu 13,6% em 2025, reforçado principalmente pela soja, bovinocultura e milho. O Relatório de Perspectivas para Commodities 2026 da StoneX aponta uma estabilidade no setor de commodities, com riscos geopolíticos e impactos nos custos de fertilizantes. A economia global mostra crescimento, mas enfrenta incertezas políticas e econômicas.

A fruticultura de Santa Catarina celebra uma melhora nas exportações de maçãs com a realização de inspeções fitossanitárias diretamente nos packing houses, fortalecendo a segurança e a credibilidade do produto. Essa decisão, fruto de uma parceria entre entidades como a Faesc e ABPM, garante conformidade sanitária e solidifica a competitividade do estado, consolidando-o como referência na produção de maçãs no Brasil. Além disso, a Reforma Tributária, em vigor a partir de 2026, trará mudanças significativas para os produtores, como a introdução do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), demandando adaptação e planejamento tributário. A implementação da Nota Fiscal Fácil e do CNPJ Alfanumérico são outras inovações que prometem simplificar processos fiscais e melhorar a identificação dos produtores.