
A Tyson Foods tomou a decisão de continuar com o processamento de carne bovina de maneira temporária na sua unidade de abate em Lexington, Nebraska, mesmo com o fechamento anunciado da fábrica previsto para 20 de janeiro. Esta medida resultará na manutenção de uma parte dos empregos, beneficiando aproximadamente 292 dos 3.200 funcionários da unidade, conforme comunicado na última sexta-feira (23).
“O processamento adicional limitado continuará em nossa unidade de Lexington durante esse período de transição”, declarou a companhia em nota oficial.
Em novembro, a Tyson havia previamente comunicado a intenção de encerrar as operações do complexo de carne bovina devido ao aumento significativo dos custos enfrentados pelos processadores americanos em razão da oferta restrita de gado. No entanto, em um comunicado recente às autoridades de Nebraska, a empresa confirmou o início das demissões na data prevista, mas destacou que cerca de 292 trabalhadores terão seus empregos prolongados por períodos que podem variar de 3 a 185 dias, realizando tarefas distintas relacionadas ao fechamento gradual da planta. É esperado que menos da metade desses funcionários permaneça em atividade até o final do mês.
O complexo de carne bovina de Lexington, em operação desde 1990, é um pilar econômico para a cidade, que possui cerca de 10 mil habitantes. Autoridades locais estão na expectativa de que a Tyson consiga vender a fábrica ou encontrar alternativas para o uso do local, minimizando assim os impactos econômicos na região.
Esta decisão da Tyson vem em meio a uma escassez de oferta de gado nos Estados Unidos, o que trouxe o menor nível dos últimos 75 anos. A prolongada seca prejudicou as pastagens, levando pecuaristas a reduzir seus rebanhos. Essa falta de oferta, associada à alta demanda por carne bovina, fez com que os preços da carne moída no varejo atingissem um recorde de US$ 6,69 por libra-peso em dezembro, refletindo um aumento de 19% em relação ao ano anterior, de acordo com o Bureau of Labor Statistics. Embora preços elevados tragam benefícios de receita para a Tyson, a companhia enfrenta simultaneamente custos recordes na aquisição de gado para o abate.
O contexto econômico é desafiador. Em outubro, o então presidente Donald Trump afirmou estar atuando para combater o aumento dos preços da carne bovina, mas sem sucesso nas reduções de preços dos produtos como carne de hambúrguer e bifes. O encerramento das atividades do abatedouro não afeta somente os funcionários diretos, mas também todo o ecossistema econômico local que engloba fornecedores, transportadores e estabelecimentos comerciais na região. A extensão temporária dos contratos de trabalho para alguns funcionários alivia parcialmente o impacto econômico iminente, mas a cidade de Lexington enfrenta desafios substanciais até que se encontre uma solução viável para o futuro do complexo.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.