
A Branco, uma notável fabricante catarinense de motores e equipamentos agrícolas, está em uma trajetória de expansão que visa atingir a admirável marca de R$ 1 bilhão em faturamento nos próximos três anos. Em 2025, a companhia já havia reportado uma receita em torno de R$ 500 milhões, montante cinco vezes superior ao registrado em 2018, ano em que iniciou uma profunda reestruturação.
O agronegócio desempenha um papel predominante, representando aproximadamente 80% da receita da empresa, com forte presença em cadeias produtivas como hortifrúti, leiteira e de fumo. "O crescimento essencialmente está atrelado ao lançamento de novos produtos. Em 2026, planejamos realizar o maior número de lançamentos na história da Branco", afirmou Guilherme Baptista, CEO da empresa.
Operando com recursos próprios e sem endividamento, a Branco busca expandir sua atuação com 7 mil pontos de venda em todo o Brasil. As regiões Norte e Nordeste somam 20% e 18% do faturamento, respectivamente. Essa diversificação geográfica tem sido crucial para mitigar os impactos do aperto de crédito observado em 2025.
A empresa visa a inserção em novas categorias no mercado e planeja iniciar operações na América Latina a partir de 2027, reforçando sua presença internacional.
Outro destaque no setor é a Gallagher Animal Management, que destinou R$ 25 milhões à sua subsidiária brasileira, inaugurada em 2024. A empresa, que oferece soluções em cercas elétricas e sistemas de gestão para pecuária, expandiu suas operações com novas unidades nos estados do Mato Grosso e Paraná.
Com previsão de crescimento superior a 50% até 2026, a Gallagher projeta acumular um faturamento de R$ 100 milhões até 2027. A estrutura de comercialização cobre mais de 90% do território nacional, oferecendo suporte técnico e um robusto serviço de pós-venda. "O Brasil, possuindo um dos maiores rebanhos do mundo, apresenta uma demanda crescente por eficiência operacional", destacou André Mussio, country manager da companhia.
No campo das soluções tecnológicas, a Pacifil Brasil investiu R$ 100 milhões em sua fábrica localizada em Sapiranga (RS). A inovação resultante foi o desenvolvimento de um hidrosilo, um reservatório flexível de polietileno projetado para armazenamento de água. Este sistema se destaca por ter um custo 75% menor que os reservatórios rígidos, oferecendo maior acessibilidade aos pequenos e médios produtores.
O hidrosilo, reforçado com aditivos da Basf para resistência aos raios UV, é indicado para aplicações em irrigação, reservas emergenciais em períodos de seca, e no abastecimento de água para animais.
Na área de infraestrutura, a Nova 364, concessionária responsável pela BR-364 em Rondônia, projeta que 5 milhões de toneladas de grãos serão transportadas pela rodovia nesta safra. A maior parte das cargas está destinada aos terminais portuários do Rio Madeira.
Com um investimento de R$ 360 milhões, as melhorias incluem a recuperação do pavimento e a revitalização da sinalização ao longo dos 720,5 km da via. Este projeto abrange desde Porto Velho até Vilhena, na divisa com Mato Grosso, conectando importantes corredores logísticos no Brasil.
"Adiantamos 71% dos recursos originalmente planejados para 2026, visando uma via mais segura e eficiente para os transportadores", afirmou Wagner Martins, diretor-presidente da Nova 364.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.