
Fertilizante Organomineral com Alta Concentração de Nitrogênio: Iniciativa da Ibifert Revoluciona o Setor em 2026
A Ibifert, uma empresa capixaba, irá lançar em 2026 um novo fertilizante organomineral, que possui até 40% de nitrogênio, utilizando resíduos de celulose como matéria-prima. A empresa está construindo uma unidade piloto em Jaguaré, no Espírito Santo, e planeja iniciar a produção experimental em março. Com investimentos a partir de US$ 6 milhões, a Ibifert quer construir até 150 fábricas no Brasil, focando na proximidade com as propriedades agrícolas para reduzir custos. Países como Índia e Austrália demonstraram interesse na solução. Atualmente, o Brasil importa 80% de seus fertilizantes.
Inovação na Agricultura: Ibifert Lança Fertilizante Organomineral com Alta Concentração de Nitrogênio
Em 2026, a companhia capixaba Ibifert promete revolucionar o mercado com um novo fertilizante organomineral. Resultante de quatro anos de pesquisas químicas, o produto combina matéria orgânica e química, oferecendo um alto teor de nitrogênio que pode atingir até 40%. Este avanço promete aumentar significativamente a produtividade nas lavouras brasileiras.
Composição e Produção
A matéria-prima principal do fertilizante é o resíduo de celulose, predominantemente de origem vegetal como a palha de café, uma abundância no Espírito Santo. A inovação centra-se na concepção de uma molécula que permite ajustes na quantidade de nitrogênio, conforme as necessidades dos compradores. Essa flexibilidade é um diferencial chave, destacando-se do tradicional uso de ureia.
Isadora Barbosa, sócia da Ibifert ao lado do holandês Jan Sanders, explicou que a produção experimental está prevista para começar em março, com uma unidade piloto em Jaguaré, norte do Espírito Santo, aguardando a aprovação final do Ministério da Agricultura.
Investimentos e Expansão
A Ibifert planeja construir pequenas unidades de produção pelo Brasil, cada uma medindo cerca de 1.000 metros quadrados e demandando um investimento inicial de aproximadamente US$ 6 milhões. Estas fábricas terão capacidade para produzir 50 mil toneladas anuais, visando reduzir custos logísticos ao estarem mais próximas das plantações.
Além de almejar a implantação de 150 fábricas no Brasil, a Ibifert pretende trabalhar com licenciamentos de produção, expandindo seu alcance sem sobrecarregar suas operações internas.
Interesse Internacional
Em nível internacional, países como Índia e Austrália demonstraram grande interesse no projeto, devido aos próprios desafios com resíduos de celulose. Segundo Isadora, a Ibifert está preparada para expandir suas parcerias globais, aguardando investidores que partilhem uma visão sustentável.
Autossuficiência em Fertilizantes
Atualmente, o Brasil importa aproximadamente 80% dos fertilizantes que utiliza, o que posiciona a Ibifert como peça-chave na busca por autossuficiência agrícola do país. A iniciativa tem potencial para alavancar não apenas o setor agropecuário, mas a economia como um todo, diminuindo a dependência externa e fomentando a inovação local.



