
O 1º Meeting preparatório para a Megacana Tech Show, um dos principais eventos do setor bioenergético do Brasil, será realizado em 19 de março, na sede da Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Campo Florido (Canacampo), no Triângulo Mineiro. A iniciativa integra a agenda do Centro de Aprendizagem e Difusão de Inovação (Cadi) e, nesta edição, vai colocar em foco duas culturas estratégicas para o campo: cana-de-açúcar e amendoim.
O encontro inaugura uma série de eventos que antecedem a Megacana e tem como proposta aproximar produtores rurais, profissionais do setor e empresas de tecnologia e insumos agrícolas, com ênfase em produtividade, eficiência e sustentabilidade no sistema de produção.
De acordo com o presidente da Canacampo, João Bosco Salomão, esta será a primeira vez que o meeting do Cadi terá como tema a integração entre a cana e o amendoim. No ano anterior, o debate foi direcionado à rotação da cana com a soja.
“Este é o segundo ano que vamos realizar o Cadi. O primeiro foi com a soja e este será com o amendoim, ambas culturas entram em rotação com a cana.”
A rotação é apontada como uma ferramenta relevante para a saúde do solo e para o desempenho do canavial no ciclo seguinte. A cana-de-açúcar, segundo as lideranças do setor, costuma permanecer no campo por um ciclo médio de cinco a seis anos. Após esse período, existe uma janela agrícola em que outras culturas podem ser inseridas com o objetivo de otimizar o uso da área e preparar melhores condições para o replantio.
A Canacampo reforça que o Cadi vem se firmando como um ambiente de alta performance, voltado à validação prática de tecnologias e soluções agrícolas. No espaço, empresas podem demonstrar resultados de insumos, variedades e maquinários em condições reais, criando um cenário favorável para decisões técnicas mais seguras por parte do produtor.
Para o setor, o meeting funciona como uma vitrine estratégica, por reunir um público com alto nível de decisão e influência no campo, incluindo produtores e especialistas ligados à cadeia da cana e de culturas usadas em rotação.
Levar informação técnica ao produtor rural com foco em produtividade e eficiência.
Fortalecer a difusão de inovação aplicada ao manejo de cana-de-açúcar e culturas associadas.
Estimular a troca de experiências entre produtores, empresas e profissionais do setor.
Promover a discussão sobre rotação de culturas como estratégia de sustentabilidade agrícola.
Salomão define o Cadi como um ponto central na busca por resultados mais consistentes no campo, destacando a importância de o produtor conseguir visualizar a integração entre culturas e seus efeitos no sistema produtivo.
“O Cadi é o coração da nossa busca por produtividade. Ter um espaço onde o produtor pode ver de perto a sinergia entre a cana e a rotação com o amendoim é essencial para a sustentabilidade do negócio.”
O presidente da Associação da Indústria da Bioenergia e do Açúcar em Minas Gerais (Siamig Bioenergia), Mário Campos, avalia que a Megacana ocupa posição de destaque entre os eventos da cadeia de bioenergia, açúcar e cana-de-açúcar no país, e que a programação do Cadi atua como complemento técnico ao debate.
Campos observa que encontros antecipados costumam funcionar como um aquecimento para a feira principal, contribuindo para organizar tendências, necessidades e soluções que impactam diretamente a produtividade agrícola. Segundo ele, a pauta inclui temas relacionados a fornecedores, variedades e insumos, além de questões práticas fundamentais para alcançar bom desempenho na lavoura.
“Aproveitamos o Cadi para falarmos do universo da cana, que aborda um conjunto de fornecedores, de variedades, insumos agrícolas, questões necessárias para se ter uma produção considerável.”
Além da discussão sobre cana, o evento amplia o foco para culturas correlatas e usadas no período de rotação. Para Campos, esse processo tende a favorecer melhores resultados no ciclo seguinte do canavial, ao mesmo tempo em que atende produtores que diversificam a produção.
Ele aponta que o encontro reúne novidades relacionadas a práticas e soluções de manejo associadas às culturas de rotação, incluindo temas ligados à cobertura do solo e às opções agrícolas utilizadas na janela entre ciclos da cana.
“O Cadi vem para fazer essa difusão de culturas para rotação. O processo é importante para que se tenham melhores produtividade no próximo ciclo de cana que será plantado.”
A Megacana Tech Show está marcada para 5 e 6 de agosto. Para a Canacampo, a feira é considerada um momento decisivo para o produtor rural, com expectativa de cenário mais favorável para o mercado da cana nos próximos meses.
Evento Data Local Tema central 1º Meeting preparatório (Cadi) 19 de março Sede da Canacampo, Triângulo Mineiro Cana-de-açúcar e amendoim (rotação) Megacana Tech Show 5 e 6 de agosto Brasil (evento setorial) Bioenergia, açúcar e cana
Com o meeting de março, o setor reforça a estratégia de construir uma agenda contínua de debates e demonstrações práticas, conectando inovação no campo a decisões que impactam diretamente o desempenho agrícola e a competitividade do produtor rural.

Criado em 2018 pela Bayer, em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), o Prêmio Mulheres do Agro (PMA) reconhece e valoriza o protagonismo feminino no agronegócio brasileiro. A iniciativa destaca produtoras rurais, pesquisadoras e cientistas que desenvolvem práticas inovadoras, sustentáveis e de impacto social no setor.

O texto celebra a participação da indústria brasileira de máquinas e equipamentos em feiras internacionais — Hannover Messe, Feimec e Agrishow — destacando que esses eventos vão além da exposição, funcionando como palcos onde a engenharia se materializa por meio de protótipos, demonstrações e negócios capazes de redefinir setores. A Hannover Messe é apresentada como um dos principais termômetros da indústria global, reunindo visitantes de diversos continentes e setores como automação, energia, digitalização e engenharia de precisão, promovendo parcerias estratégicas e a convergência entre inovação e negócios. O Brasil é retratado como capaz de atuar em feiras de nível internacional, promovendo soluções tecnológicas competitivas, não apenas na Europa ou na Ásia, mas....

A Bahia Farm Show chega à sua 20ª edição, de 8 a 13 de junho, em Luís Eduardo Magalhães (Oeste da Bahia). Com o lema “Somos um só”, a feira reforça a importância do agronegócio regional, que responde por cerca de 14% do PIB da Bahia e movimenta cerca de R$ 40 bilhões na economia local. Dados da Aiba apontam que o Oeste produz entre 9 e 10 milhões de toneladas de grãos por ano (89% da produção estadual) e 96% da produção de algodão, com 843 mil toneladas em pluma. A região, que abrange Barreiras, São Desidério e Formosa do Rio Preto, ocupa 171 mil km² e abriga quase 1 milhão de habitantes; muitos moradores são migrantes do Sul que chegaram na década de 1970/1980 em busca de oportunidades no Cerrado.

O 18º Simpósio Internacional de Suinocultura (Sinsui) reuniu fiscais estaduais agropecuários de diferentes regionais da Seapi para discutir sanidade, produção, reprodução e gestão na suinocultura brasileira. O evento, que se encerrou em 21 de maio no Centro de Eventos da PUCRS, teve como objetivo ampliar a qualificação técnica dos profissionais da defesa sanitária. Gustavo Diehl, fiscal estadual agropecuário e coordenador do Programa de Sanidade Suína da Seapi, destacou que a participação em eventos técnicos é uma excelente oportunidade de qualificação para enfrentar desafios sanitários e aprimorar o atendimento às demandas da cadeia produtiva de suínos.

Resumo executivo: - A Rondônia Rural Show Internacional (RRSI) chega à 13ª edição, em Ji-Paraná, de 25 a 30 de maio, consolidando-se como uma das maiores feiras do agronegócio da Região Norte, reunindo produtores e investidores de diversas regiões do país. -