
A recente intensificação das tensões geopolíticas entre os Estados Unidos e o Irã provocou uma alta significativa nas cotações futuras da ureia no mercado internacional, de acordo com o relatório semanal de fertilizantes da StoneX. Este cenário ressalta a sensibilidade do setor de fertilizantes às condições globais de incerteza e risco geopolítico.
Entre os dias 12 e 16 de janeiro, os preços futuros da ureia negociados nos Estados Unidos avançaram cerca de US$ 15, considerando o contrato com vencimento em fevereiro de 2026, negociado em Nova Orleans. No Brasil, houve também uma valorização, refletindo o clima de incerteza no mercado global de fertilizantes nitrogenados.
Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, a intensificação das tensões elevou a percepção de risco em uma região estratégica para a produção e exportação de fertilizantes nitrogenados. Isso gerou preocupação com a continuidade da produção e o escoamento das cargas.
O mercado também reagiu a declarações do ex-presidente americano Donald Trump sobre a possibilidade de impor uma tarifa de 25% sobre importações originárias de países com relação comercial com o Irã. Essa perspectiva aumentou a volatilidade e levou investidores a reavaliar os impactos potenciais sobre a oferta global de ureia.
Em 2024, o Irã foi o segundo maior exportador mundial de ureia, atrás apenas da Rússia. Juntos, responderam por cerca de 30% das exportações globais do produto. As restrições de exportação iraniana podem afetar destinos como Turquia, Índia e Tailândia, resultando em impactos no equilíbrio global de oferta e aumento de preços.
Embora o Brasil tenha uma baixa dependência direta da ureia iraniana, as estimativas indicam que o volume efetivo de ureia iraniana pode superar 1 milhão de toneladas por ano, representando mais de 15% das importações brasileiras. Assim, qualquer choque na oferta global tende a repercutir nos preços internos.
O mercado de fertilizantes continua atento às tensões no Oriente Médio e aos possíveis desdobramentos na política comercial dos Estados Unidos. A StoneX prevê que os preços da ureia permanecerão sensíveis a qualquer sinal de restrição adicional à oferta global nas próximas semanas.
O relatório sugere que o ambiente de volatilidade continua, destacando a importância de os investidores e participantes do mercado monitorarem de perto as evoluções geopolíticas e políticas comerciais que poderiam impactar significativamente a indústria de fertilizantes.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.