
Brasil atinge 90% da cota de carne bovina in natura para a China em 2026
Até 10 de agosto de 2026, as importações chinesas de carne bovina in natura do Brasil chegaram a 995,4 mil toneladas, ou 90% da cota anual de 1,106 milhão de toneladas. Frigoríficos reduziram envios em julho, com faturamento em queda.
As importações chinesas de carne bovina in natura do Brasil atingiram 90% da cota estipulada para 2026 até 10 de agosto daquele ano. De acordo com o Ministério do Comércio da China (Mofcom), o volume chegou a 995,4 mil toneladas de um total autorizado de 1,106 milhão de toneladas.
A cota de importação de carne bovina brasileira in natura definida pela China para 2026 é de 1,106 milhão de toneladas e está sujeita a uma tarifa padrão de 12%. Caso o volume importado ultrapasse 100% dessa cota no ano, será imposta uma tarifa adicional de salvaguarda de 55% sobre as cargas excedentes a partir do terceiro dia.
Os frigoríficos brasileiros embarcaram 85,7 mil toneladas de carne bovina para a China em julho de 2026. O volume ficou 47% abaixo das 161,8 mil toneladas registradas em junho. A perspectiva de esgotamento da cota chinesa e o risco tributário levaram as indústrias a reduzirem os embarques no mês.
Do total de carne bovina exportada para a China em julho de 2026, 82,7 mil toneladas corresponderam à modalidade in natura e geraram faturamento de US$ 529,2 milhões.
Sobre o faturamento das exportações brasileiras de carne bovina para a China no período, a Globo Rural apontou R$ 537,8 milhões em julho de 2026, com queda de 50,3% ante os US$ 1,08 bilhão obtidos em junho. Já as fontes DM e Metrópoles registraram que o faturamento caiu 50,3% em julho, recuando de US$ 1,08 bilhão em junho para US$ 537,8 milhões.




