
Em decisão proferida pela 11ª Vara Cível de Cuiabá, a juíza Olinda de Quadros Altomare ordenou a penhora de cinco imóveis pertencentes aos agricultores João Paulo Neiverth e Janete Aparecida Zortea Dal Bosco. A determinação visa assegurar o pagamento de uma dívida contraída com a Amaggi Louis Dreyfus Zen-Noh Grãos (ALZ) referente a uma transação que envolve 1.200 toneladas de soja.
O litígio teve início quando um acordo comercial para a safra 2019/2020 foi descumprido. Segundo os autos, os produtores haviam se comprometido a fornecer 1.211.220 kg de soja entre abril e maio de 2020, com entrega prevista nos armazéns da Fazenda Paineira, localizada no município de Bom Jesus, Piauí.
Em contrapartida, a ALZ deveria pagar R$ 1,5 milhão pela soja, condicionado à disponibilização integral dos grãos sem quaisquer restrições. No entanto, os devedores falharam em cumprir com a obrigação, resultando em atraso na execução do contrato, conforme atestado por um documento registrado em cartório. Este documento indicou a recusa dos executados em buscar uma solução amigável antes de acionar a justiça.
O contrato comercial previa uma cláusula penal de 50% sobre o preço dos grãos não entregues, além da aplicação de juros de 1% ao mês e correção monetária. Com o objetivo de garantir seu crédito, a ALZ solicitou a inscrição dos nomes dos devedores em serviços de proteção ao crédito e o bloqueio dos bens dos devedores, além do pagamento de despesas processuais e honorários advocatícios de 10%.
A juíza considerou procedente o pedido da empresa e autorizou a penhora sobre cinco imóveis localizados na cidade de Caçador, Santa Catarina. Tentou-se localizar os executados pessoalmente para dar ciência da decisão no endereço de Bom Jesus, mas as tentativas foram infrutíferas, uma vez que eles não residiam mais na cidade.
Dado que os bens estavam em outro estado, a juíza determinou o envio de uma carta precatória à comarca de Caçador para realizar a avaliação oficial dos imóveis. A empresa credora, ALZ, tem cinco dias úteis para comprovar o andamento desse procedimento e efetuar o pagamento das custas relacionadas. Após a realização da avaliação, todas as partes envolvidas terão a oportunidade de emitir suas considerações sobre o laudo pericial no mesmo prazo.

Sumário: Em entrevista realizada durante um dia de campo na lavoura de milho safrinha, Fábio Christovam, da RouteLife & AgroShield Seguros, explica como o seguro agrícola funciona como ferramenta de estabilidade para produtores. O destaque é o planejamento antecipado para entrar na fila da subvenção governamental federal e estadual, que reduz o custo da proteção. Mesmo quem já foi plantado pode contratar, mediante avaliação técnica, com a vantagem da cobertura de replantio caso haja atraso na emergência das plantas devido às chuvas. O seguro é dividido em estágios: replantio até 15 cm e, depois, a cobertura básica contra eventos climáticos severos. Em caso de sinistro, peritos avaliam o laudo inicial, e na colheita ocorre nova perícia para validar a produtividade, liberando indenização pela diferença entre o garantido e o rendimento efetivo. A RouteLife oferece portfólio amplo para o agronegócio, com visitas técnicas às propriedades, cotações personalizadas sem custo e atendimento no campo e na cidade; seguros de vida, automóveis e empresariais também integram a oferta.

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O vereador Pedro Kawai (PSDB) visitou a SCI-AGRO, empresa vencedora na categoria de médio porte no 18º Destaque Industrial promovido pelo Ciesp-Piracicaba. A premiação, que homenageou 15 empresas em 2025, reconhece indústrias de vários portes e uma categoria especial com impacto econômico e social significativo. Durante a visita, Kawai conheceu a estrutura e o funcionamento da SCI-AGRO, um laboratório de análises químicas e biológicas que contribui para o desenvolvimento da região. A empresa destaca-se por seu rigor técnico, empregando mais de 100 colaboradores.

O Sistema Faep e outras entidades do setor agropecuário entregaram um documento ao Instituto Água e Terra solicitando ajustes nas regras de licenciamento ambiental no Paraná. A proposta visa simplificar processos burocráticos que impactam cadeias produtivas como bovinocultura e avicultura, que atualmente enfrentam insegurança jurídica. Paralelamente, o Hackathon Show Rural Digital Coopavel, marcado para fevereiro, busca soluções inovadoras para o agronegócio, destacando-se como um impulsionador da transformação digital no setor. Em Goiás, o Valor Bruto da Produção Agropecuária cresceu 13,6% em 2025, reforçado principalmente pela soja, bovinocultura e milho. O Relatório de Perspectivas para Commodities 2026 da StoneX aponta uma estabilidade no setor de commodities, com riscos geopolíticos e impactos nos custos de fertilizantes. A economia global mostra crescimento, mas enfrenta incertezas políticas e econômicas.

A fruticultura de Santa Catarina celebra uma melhora nas exportações de maçãs com a realização de inspeções fitossanitárias diretamente nos packing houses, fortalecendo a segurança e a credibilidade do produto. Essa decisão, fruto de uma parceria entre entidades como a Faesc e ABPM, garante conformidade sanitária e solidifica a competitividade do estado, consolidando-o como referência na produção de maçãs no Brasil. Além disso, a Reforma Tributária, em vigor a partir de 2026, trará mudanças significativas para os produtores, como a introdução do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), demandando adaptação e planejamento tributário. A implementação da Nota Fiscal Fácil e do CNPJ Alfanumérico são outras inovações que prometem simplificar processos fiscais e melhorar a identificação dos produtores.