
Em uma iniciativa estratégica para fortalecer o agronegócio brasileiro, o Rabobank Brasil e a Bayer uniram forças na elaboração de uma operação financeira inovadora. Essa parceria, ancorada na captação de R$ 1 bilhão, visa ampliar a oferta de crédito para distribuidoras, cooperativas e produtores rurais, alinhando condições financeiras ao calendário das safras e às peculiaridades do agro nacional.
A operação foi dividida em duas linhas de financiamento: a primeira, no valor de R$ 700 milhões, é em moeda local, enquanto a segunda, de US$ 50 milhões, foi estruturada em dólar. Esta última foi especialmente desenhada para produtores com receitas atreladas ao mercado internacional, como os produtores de algodão. O pagamento na mesma moeda da comercialização auxilia na mitigação de riscos cambiais e proporciona maior previsibilidade financeira, essencial para o fluxo de caixa em operações ligadas ao comércio exterior.
Essa operação, em um contexto de restrição de crédito, destaca-se por diversificar as fontes de financiamento, promover investimentos em novas tecnologias e sustentar a continuidade produtiva. Está alinhada à estratégia da Bayer de consolidar relacionamentos de longo prazo com diversos membros da cadeia agrícola. O CFO da divisão agrícola da Bayer no Brasil, Marcos Arruda, reforça a relevância da transação ao ampliar o poder de compra dos clientes em um ano desafiador para o crédito no setor.
As linhas de crédito integram o programa CropCredit da Bayer, focado em facilitar o acesso ao crédito para o agronegócio e apoiado pela tecnologia da Farmtech. A organização dessa operação envolveu a criação de fundos FIAGRO-FIDC, que adquirem direitos creditórios ligados à comercialização de produtos Bayer, conectando produtores ao mercado de capitais.
Mário Ferreira, responsável pelo setor de atacado (Wholesale) do Rabobank no Brasil, enfatiza a importância de estruturas financeiras adaptadas às necessidades do agronegócio. Ele destaca que o compromisso do Rabobank vai além da concessão de crédito, oferecendo também conhecimento setorial e estruturas inovadoras que fortalecem a cadeia do agronegócio brasileiro.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.