
As chuvas ocorridas no início de janeiro foram fundamentais para garantir uma safra eficaz de melancia no norte do Rio Grande do Sul. Embora as temperaturas registradas tenham sido incomumente baixas para o verão, a colheita média alcançou 18 toneladas por hectare, o que corresponde a cerca de 1.000 unidades, considerada uma produtividade satisfatória.
Segundo Josmar Veloso, gerente regional da Emater/RS-Ascar, o plantio na região de Passo Fundo, que abrange 42 municípios, começa em setembro, um pouco mais tarde em relação a outras áreas do estado com climas mais quentes. Nesta safra, foram cultivados 35 hectares, majoritariamente sob sistemas de irrigação.
Uma questão de mercado muito importante mencionada por Veloso é a pressão sobre os preços devido à alta oferta de melancia de outras regiões, mesmo assim, uma boa produtividade tem o potencial de proporcionar margens de lucro de até 50% ao produtor. Ele salienta que a falta de armazenagem por longos períodos representa um desafio adicional.
O preço pago pelos consumidores é em média R$ 1,50 por quilo nas feiras, enquanto no mercado atinge R$ 2,50. Essa diferença faz com que clientes optem por adquirir a fruta em locais como a Feira do Pequeno Produtor de Passo Fundo, onde se destacam relatos de boas colheitas e vendas.
Na comunidade de Santa Gema, onde parte da área de cultivo é dedicada à melancia, a fruticultora Ângela Casanova destaca a prática de oferecer fatias de degustação em sua banca na feira para atrair clientes, que logo se convencem pelas características de suculência e sabor do fruto.
— O clima tem ajudado significativamente, com chuvas mais regulares. Temos plantado em etapas e investido em irrigação, o que se revelou essencial, especialmente após a fraca produção de milho no ano passado devido à seca — comenta Ângela.
A recente assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia, em 17 de janeiro, sugere potencial expansão na área de cultivo da melancia no Estado, conforme explica o gerente da Emater. Este pacto técnica deve reduzir as tarifas sobre frutas brasileiras exportadas à Europa, aumentando possivelmente a demanda.
Ele destaca que, embora a disponibilidade de mercado seja o maior fator decisivo para a área a ser cultivada, ainda resta a incerteza quanto ao impacto final nos preços, regidos pela lei da oferta e procura. No entanto, existe otimismo sobre as frutas locais ganharem espaço em novos mercados.
Dentro do acordo, a tarifa de entrada para uvas no mercado europeu será imediatamente reduzida em 11%, enquanto abacates e outros produtos terão reduções gradativas, com taxas eliminadas em até sete anos. Melão e melancia têm um horizonte semelhante de isenção tarifária a ser completado dentro desse período.
— A fruticultura e a olericultura (cultivo de hortaliças) são, sem dúvidas, as atividades com maior potencial de rentabilidade por área, especialmente no contexto de agricultura familiar e pequenos estabelecimentos — finaliza Veloso.

Sumário: Em entrevista realizada durante um dia de campo na lavoura de milho safrinha, Fábio Christovam, da RouteLife & AgroShield Seguros, explica como o seguro agrícola funciona como ferramenta de estabilidade para produtores. O destaque é o planejamento antecipado para entrar na fila da subvenção governamental federal e estadual, que reduz o custo da proteção. Mesmo quem já foi plantado pode contratar, mediante avaliação técnica, com a vantagem da cobertura de replantio caso haja atraso na emergência das plantas devido às chuvas. O seguro é dividido em estágios: replantio até 15 cm e, depois, a cobertura básica contra eventos climáticos severos. Em caso de sinistro, peritos avaliam o laudo inicial, e na colheita ocorre nova perícia para validar a produtividade, liberando indenização pela diferença entre o garantido e o rendimento efetivo. A RouteLife oferece portfólio amplo para o agronegócio, com visitas técnicas às propriedades, cotações personalizadas sem custo e atendimento no campo e na cidade; seguros de vida, automóveis e empresariais também integram a oferta.

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O vereador Pedro Kawai (PSDB) visitou a SCI-AGRO, empresa vencedora na categoria de médio porte no 18º Destaque Industrial promovido pelo Ciesp-Piracicaba. A premiação, que homenageou 15 empresas em 2025, reconhece indústrias de vários portes e uma categoria especial com impacto econômico e social significativo. Durante a visita, Kawai conheceu a estrutura e o funcionamento da SCI-AGRO, um laboratório de análises químicas e biológicas que contribui para o desenvolvimento da região. A empresa destaca-se por seu rigor técnico, empregando mais de 100 colaboradores.

O Sistema Faep e outras entidades do setor agropecuário entregaram um documento ao Instituto Água e Terra solicitando ajustes nas regras de licenciamento ambiental no Paraná. A proposta visa simplificar processos burocráticos que impactam cadeias produtivas como bovinocultura e avicultura, que atualmente enfrentam insegurança jurídica. Paralelamente, o Hackathon Show Rural Digital Coopavel, marcado para fevereiro, busca soluções inovadoras para o agronegócio, destacando-se como um impulsionador da transformação digital no setor. Em Goiás, o Valor Bruto da Produção Agropecuária cresceu 13,6% em 2025, reforçado principalmente pela soja, bovinocultura e milho. O Relatório de Perspectivas para Commodities 2026 da StoneX aponta uma estabilidade no setor de commodities, com riscos geopolíticos e impactos nos custos de fertilizantes. A economia global mostra crescimento, mas enfrenta incertezas políticas e econômicas.

A fruticultura de Santa Catarina celebra uma melhora nas exportações de maçãs com a realização de inspeções fitossanitárias diretamente nos packing houses, fortalecendo a segurança e a credibilidade do produto. Essa decisão, fruto de uma parceria entre entidades como a Faesc e ABPM, garante conformidade sanitária e solidifica a competitividade do estado, consolidando-o como referência na produção de maçãs no Brasil. Além disso, a Reforma Tributária, em vigor a partir de 2026, trará mudanças significativas para os produtores, como a introdução do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), demandando adaptação e planejamento tributário. A implementação da Nota Fiscal Fácil e do CNPJ Alfanumérico são outras inovações que prometem simplificar processos fiscais e melhorar a identificação dos produtores.