
O USDA aponta que o rebanho suíno da China possui 39 milhões de matrizes em 2026. No mesmo ano, o departamento projeta que o país vai produzir 7,1 milhões de toneladas de carne bovina. Os embarques brasileiros dessa proteína ao mercado chinês, também em 2026, estão limitados a 1,106 milhão de toneladas pelo sistema de cotas.
Em Pequim, a demanda por ração animal na DBN cresce cerca de 5% ao ano. O engenheiro Yin, da DBN, atribui o avanço à substituição de pequenas propriedades por grandes granjas comerciais após a epidemia de peste suína africana, movimento que alavancou a procura por ração.
Os volumes de carne bovina em anos distintos não se misturam. Em 2025, a China importou 1,7 milhão de toneladas de carne bovina brasileira. Já em 2026, os embarques do Brasil para a China ficam limitados a 1,106 milhão de toneladas. Pequim estabeleceu o sistema de cotas para salvaguardar a pecuária chinesa.
Em 2024, a China foi o principal destino das exportações brasileiras de carne de frango, com 562,2 mil toneladas. Em 2025, os embarques caíram para 250,3 mil toneladas. A redução está ligada ao aumento da produção chinesa e ao registro de foco de gripe aviária em maio de 2025 no Rio Grande do Sul, o que gerou embargo ao frango brasileiro.
Ainda em 2025, a China importou 159,2 mil toneladas de carne suína do Brasil.

A Cofco International realizou, em 20 de agosto de 2026, o primeiro embarque de sorgo brasileiro em grande escala com destino à China, totalizando 69 mil toneladas despachadas pelo Porto de Santos. A operação marca um novo capítulo nas relações comerciais entre os dois países no setor de grãos, viabilizada pelo protocolo fitossanitário assinado em novembro de 2024.

O presidente Donald Trump anunciou, em 21 de agosto de 2026, a flexibilização temporária das cotas de importação de carne moída nos EUA, permitindo a entrada de até 300 mil toneladas em 90 dias sem impacto nas tarifas vigentes. A medida aqueceu o mercado acionário brasileiro, com ações da Minerva saltando mais de 5%, e reacende o debate sobre o papel do Brasil no abastecimento do mercado norte-americano.

A China importou 1,11 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos em julho de 2026, alta de 164% ante julho de 2025. Os desembarques do Brasil caíram 5,9% no mês, mas avançaram no acumulado de janeiro a julho.

O sorgo brasileiro ganha espaço no mercado chinês, com a expectativa de embarque de 30 navios ao longo do ano, enquanto a produção nacional cresceu 20% segundo a Conab, com o Maranhão liderando a expansão regional com alta de 115%.

As exportações brasileiras de café solúvel somaram 8,161 mil toneladas em julho de 2026, 20% acima do mesmo mês de 2025, de acordo com a Abics. No acumulado de janeiro a julho, o volume cresceu 10,9%, enquanto o consumo doméstico avançou 14,4%.