
Um marco para o agronegócio brasileiro foi registrado em 20 de agosto de 2026: a Cofco International concluiu o primeiro embarque de sorgo nacional em grande escala com destino ao mercado chinês. Ao todo, 69 mil toneladas do grão deixaram o Terminal Export Cofco (TEC), no Porto de Santos, a bordo do navio graneleiro Guoyuan 26, com chegada prevista ao Porto de Nansha, em Guangzhou, após uma travessia de aproximadamente 45 dias.
A operação é resultado de um processo que teve início em novembro de 2024, quando Brasil e China assinaram o protocolo fitossanitário que regulamentou a exportação de sorgo brasileiro para o território chinês. A entrada em vigor desse acordo viabilizou as operações comerciais em escala a partir de 2025. Antes do carregamento de agosto, o Brasil já havia realizado, em janeiro, uma exportação de teste — equivalente a um contêiner — como etapa preparatória para a abertura comercial em volume expressivo. Aquela havia sido a primeira remessa do grão ao país asiático desde 2014.
A relevância do mercado chinês para esse cereal é incontestável: a China responde por mais de 80% das importações globais de sorgo, segundo dados do Globo Rural. Para o Brasil, a abertura desse canal representa uma oportunidade significativa, especialmente para a região Centro-Oeste, que concentra mais de 60% da produção nacional do grão.
A Cofco International, braço internacional de agronegócios da Cofco Corporation, tem sede em Genebra, na Suíça, e conta com cerca de 12 mil profissionais distribuídos em 36 países, com atuação comercial em mais de 50 nações. A empresa opera o Terminal Export Cofco no Porto de Santos, estrutura que foi o ponto de partida desta operação pioneira.
Fontes: Portal Fator Brasil, Globo Rural e Terra.

O presidente Donald Trump anunciou, em 21 de agosto de 2026, a flexibilização temporária das cotas de importação de carne moída nos EUA, permitindo a entrada de até 300 mil toneladas em 90 dias sem impacto nas tarifas vigentes. A medida aqueceu o mercado acionário brasileiro, com ações da Minerva saltando mais de 5%, e reacende o debate sobre o papel do Brasil no abastecimento do mercado norte-americano.

Em 2026, o rebanho suíno da China soma 39 milhões de matrizes e a produção de carne bovina é projetada em 7,1 milhões de toneladas pelo USDA. No mesmo ano, cotas limitam a carne bovina brasileira a 1,106 milhão de toneladas, depois de a China ter importado 1,7 milhão de toneladas do produto em 2025.

A China importou 1,11 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos em julho de 2026, alta de 164% ante julho de 2025. Os desembarques do Brasil caíram 5,9% no mês, mas avançaram no acumulado de janeiro a julho.

A colheita do milho de segunda safra chegou a 84,7% da área cultivada no Brasil, segundo a CONAB. O avanço é desigual entre os estados, enquanto o modelo COSMO / INMET indica temperaturas elevadas e umidade relativa abaixo de 20% em trechos do Centro-Oeste nos próximos sete dias.

O sorgo brasileiro ganha espaço no mercado chinês, com a expectativa de embarque de 30 navios ao longo do ano, enquanto a produção nacional cresceu 20% segundo a Conab, com o Maranhão liderando a expansão regional com alta de 115%.