
A empresa Midas Agro Investimentos S.A., uma das principais credoras no processo de recuperação judicial do Grupo Pupin, acusa o grupo de utilizar o procedimento como meio de proteger bens pessoais de alto valor pertencentes a José Pupin. Entre os bens mencionados, estão apartamentos de luxo localizados em Cuiabá, São Paulo, e Angra dos Reis, além de veículos de alto padrão como um Maserati Granturismo e um Mercedes-Benz MB S 500.
De acordo com a manifestação apresentada, os documentos anexados ao processo indicam que a principal intenção de José Pupin não era a reestruturação da atividade empresarial, mas sim a proteção de um patrimônio pessoal previamente selecionado. A defesa alega que a finalidade não era proteger a operação ou os credores, mas sim blindar o devedor das consequências de sua insolvência, mantendo sob reserva os ativos que ele e sua família consideravam intocáveis.
Segundo a Midas, nenhum dos bens citados possui relação com a atividade rural que justificaria a manutenção do processo de recuperação judicial. A credora destaca que o propósito da recuperação judicial foi desvirtuado, passando a atender interesses pessoais de José Pupin.
A Midas afirma que entre março de 2021 e julho de 2025, foram transferidos R$ 166,18 milhões para José Pupin por meio de contratos de financiamento DIP (Debtor in Possession). Esse montante, distribuído ao longo de 52 meses, equivale a aproximadamente R$ 3,19 milhões mensais ou R$ 105 mil por dia. Nos documentos, é destacado que a gestão desses recursos se deu sem interferência da credora, com contratos formalmente reconhecidos pela Administradora Judicial.
O documento acrescenta que, apesar da ausência de atividade operacional relevante desde 2020, os recursos fornecidos continuaram sendo movimentados para fins que não se relacionam à recuperação judicial. Um dos exemplos citados é a transferência de R$ 13,4 milhões para a Campo Verde Indústria de Óleo Ltda., controlada por Gustavo Camargo Pupin, filho de José Pupin.
Conforme levantamento do Comitê de Credores, parte significativa dos recursos foi destinada a empresas fora do contexto da recuperação judicial, esvaziando financeiramente o processo. A manifestação pontua que os aportes realizados pela Midas viabilizaram um padrão de consumo pessoal incompatível com o alegado estado de vulnerabilidade do devedor, tornando o arranjo insustentável ao longo do tempo.
A Midas argumenta que tal comportamento evidenciou a inviabilidade econômica da recuperação judicial, sustentada artificialmente por sucessivos aportes financeiros. Para a credora, o processo comprometeu sua função econômica e passou a servir exclusivamente como mecânismo de proteção pessoal para o devedor.
Por fim, a Midas defende que a continuidade do processo não atende mais aos objetivos da Lei de Recuperação e Falência, destacando a necessidade de uma revisão ou encerramento do procedimento para evitar o prolongamento de um processo ineficaz e mal direcionado.

Sumário: Em entrevista realizada durante um dia de campo na lavoura de milho safrinha, Fábio Christovam, da RouteLife & AgroShield Seguros, explica como o seguro agrícola funciona como ferramenta de estabilidade para produtores. O destaque é o planejamento antecipado para entrar na fila da subvenção governamental federal e estadual, que reduz o custo da proteção. Mesmo quem já foi plantado pode contratar, mediante avaliação técnica, com a vantagem da cobertura de replantio caso haja atraso na emergência das plantas devido às chuvas. O seguro é dividido em estágios: replantio até 15 cm e, depois, a cobertura básica contra eventos climáticos severos. Em caso de sinistro, peritos avaliam o laudo inicial, e na colheita ocorre nova perícia para validar a produtividade, liberando indenização pela diferença entre o garantido e o rendimento efetivo. A RouteLife oferece portfólio amplo para o agronegócio, com visitas técnicas às propriedades, cotações personalizadas sem custo e atendimento no campo e na cidade; seguros de vida, automóveis e empresariais também integram a oferta.

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O vereador Pedro Kawai (PSDB) visitou a SCI-AGRO, empresa vencedora na categoria de médio porte no 18º Destaque Industrial promovido pelo Ciesp-Piracicaba. A premiação, que homenageou 15 empresas em 2025, reconhece indústrias de vários portes e uma categoria especial com impacto econômico e social significativo. Durante a visita, Kawai conheceu a estrutura e o funcionamento da SCI-AGRO, um laboratório de análises químicas e biológicas que contribui para o desenvolvimento da região. A empresa destaca-se por seu rigor técnico, empregando mais de 100 colaboradores.

O Sistema Faep e outras entidades do setor agropecuário entregaram um documento ao Instituto Água e Terra solicitando ajustes nas regras de licenciamento ambiental no Paraná. A proposta visa simplificar processos burocráticos que impactam cadeias produtivas como bovinocultura e avicultura, que atualmente enfrentam insegurança jurídica. Paralelamente, o Hackathon Show Rural Digital Coopavel, marcado para fevereiro, busca soluções inovadoras para o agronegócio, destacando-se como um impulsionador da transformação digital no setor. Em Goiás, o Valor Bruto da Produção Agropecuária cresceu 13,6% em 2025, reforçado principalmente pela soja, bovinocultura e milho. O Relatório de Perspectivas para Commodities 2026 da StoneX aponta uma estabilidade no setor de commodities, com riscos geopolíticos e impactos nos custos de fertilizantes. A economia global mostra crescimento, mas enfrenta incertezas políticas e econômicas.

A fruticultura de Santa Catarina celebra uma melhora nas exportações de maçãs com a realização de inspeções fitossanitárias diretamente nos packing houses, fortalecendo a segurança e a credibilidade do produto. Essa decisão, fruto de uma parceria entre entidades como a Faesc e ABPM, garante conformidade sanitária e solidifica a competitividade do estado, consolidando-o como referência na produção de maçãs no Brasil. Além disso, a Reforma Tributária, em vigor a partir de 2026, trará mudanças significativas para os produtores, como a introdução do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), demandando adaptação e planejamento tributário. A implementação da Nota Fiscal Fácil e do CNPJ Alfanumérico são outras inovações que prometem simplificar processos fiscais e melhorar a identificação dos produtores.