
Na última semana, os preços do gás natural nos Estados Unidos vivenciaram um aumento dramático de mais de 70%, como reportado pela FactSet, estimulados por previsões meteorológicas de um inverno rigoroso. Esta alta leva o mercado de gás ao maior crescimento semanal desde 1990, chegando aos níveis de preços mais elevados desde 2022, conforme informações da Bloomberg.
As projecções meteorológicas indicam a chegada de uma das tempestades de inverno mais severas dos últimos anos. Prevê-se que estas condições climáticas extremas aumentem significativamente a demanda por aquecimento em muitas regiões do país, potencialmente pressionando os estoques de gás natural. Segundo Darrell Fletcher, diretor-gerente de commodities da Bannockburn Capital Markets, somente em raras ocasiões em 30 anos de experiência viu tal movimentação no mercado.
"A próxima semana será muito desafiadora", comentou Fletcher, referindo-se às dificuldades que se avizinham.
Neste contexto desafiador, os principais centros de produção de gás natural nos EUA, como Texas, Louisiana e Apalaches, enfrentam ainda a possibilidade de interrupções na produção causada por temperaturas extremas que podem formar "congelamentos" nos dutos. Este evento pode agravar a já intensa flutuação dos preços.
Um período prolongado de altos preços do gás também apresenta dificuldades para as estratégias políticas da Casa Branca em demonstrar avanços na acessibilidade energética. Representantes do governo sublinham medidas que propiciam alívio nos custos de energia, apesar de atribuírem as recentes flutuações às condições climáticas atuais.
Além disso, a exportação crescente de gás natural liquefeito (GNL) desempenha um papel significativo na pressão dos preços. Com uma previsão de aumento de 37% nas exportações de GNL este ano, o mercado doméstico enfrenta limitações na oferta.
Enquanto os contratos de gás natural de curto prazo enfrentam oscilações acentuadas, preços em contratos de longo prazo permanecem estáveis. A volatilidade inerente ao mercado de gás natural requer atenção às mudanças climáticas e dinâmicas de exportação, fundamentais para o equilíbrio entre oferta e demanda.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.