
Abate de bovinos atinge recorde histórico em 2025, com altas para suínos, frangos e produção de ovos, segundo o IBGE
Resumo: Em 2025, o abate de bovinos atingiu 42,94 milhões de cabeças, alta de 8,2% em relação a 2024, o maior registro da série. Suínos chegaram a 60,69 milhões de cabeças (+4,3%) e frangos a 6,69 bilhões de cabeças (+3,1%), ambos recordes desde o início da série histórica.
Brasil bate recordes no abate de bovinos, suínos e frangos em 2025, aponta IBGE
O Brasil registrou novos recordes na produção pecuária em 2025, com alta no abate de bovinos, suínos e frangos, além de crescimento na produção de ovos, na aquisição de leite por laticínios e no volume de couro bovino recebido pelos curtumes. Os números fazem parte dos resultados completos do acumulado do ano da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais e de levantamentos correlatos divulgados pelo IBGE.
O destaque de 2025 foi o abate de bovinos, que avançou 8,2% e chegou a 42,94 milhões de cabeças. O resultado supera o recorde anterior e representa 3,25 milhões de animais a mais do que em 2024, consolidando o maior volume da série histórica da pesquisa.
Em foco: 2025 teve recordes simultâneos no abate de bovinos, suínos e frangos, além de avanços em ovos, leite e couro, sinalizando um ano de forte atividade na cadeia de proteínas e derivados.
Abate de bovinos cresce em praticamente todo o país
De acordo com o IBGE, todos os trimestres de 2025 apresentaram variação positiva no abate de bovinos quando comparados aos mesmos períodos de 2024. No recorte regional, o crescimento foi observado em 25 das 27 unidades da federação, indicando um movimento amplo de aumento de oferta ao longo do ano.
Entre os estados, os acréscimos mais expressivos (com participação relevante no resultado nacional) foram registrados em:
- São Paulo: aumento de 629,22 mil cabeças
- Pará: aumento de 472,77 mil cabeças
- Rondônia: aumento de 364,43 mil cabeças
- Goiás: aumento de 244,87 mil cabeças
- Mato Grosso: aumento de 199,21 mil cabeças
- Mato Grosso do Sul: aumento de 175,09 mil cabeças
Suínos e frangos também alcançam marcas históricas
O abate de suínos atingiu 60,69 milhões de cabeças em 2025, crescimento de 4,3% frente a 2024, o que equivale a 2,51 milhões de animais a mais. Segundo o IBGE, este é um novo recorde na série iniciada em 1997.
A expansão não foi uniforme, mas significativa: houve aumento em 15 das unidades da federação participantes. Na liderança nacional do abate de suínos, Santa Catarina manteve a dianteira, com 28,2% de participação, seguida por Paraná (21,2%) e Rio Grande do Sul (17,9%).
Já o abate de frangos somou 6,69 bilhões de cabeças em 2025, alta de 3,1% na comparação anual (mais 201,34 milhões de aves), também estabelecendo recorde na série histórica. O avanço ocorreu em 23 das unidades da federação participantes.
No ranking estadual do frango, o Paraná seguiu na liderança com 34,4% de participação nacional, seguido por Santa Catarina (13,7%), Rio Grande do Sul (11,4%) e São Paulo (11,3%).
Resumo dos recordes em 2025
| Indicador | Resultado em 2025 | Variação vs 2024 | Destaque |
|---|---|---|---|
| Abate de bovinos | 42,94 milhões de cabeças | +8,2% | Maior da série |
| Abate de suínos | 60,69 milhões de cabeças | +4,3% | Recorde desde 1997 |
| Abate de frangos | 6,69 bilhões de cabeças | +3,1% | Novo recorde |
| Produção de ovos | 4,95 bilhões de dúzias | +5,7% | Recorde da série |
| Aquisição de leite | 27,51 bilhões de litros | +8,5% | Maior desde 1997 |
| Couro bovino (curtumes) | 44,03 milhões de peças | +9,8% | Recorde da pesquisa |
Quarto trimestre: como o ano terminou
No 4º trimestre de 2025, o abate de bovinos totalizou 11,04 milhões de cabeças. O volume ficou 2,7% abaixo do trimestre imediatamente anterior, mas foi 14,0% superior ao registrado no mesmo período de 2024, confirmando um patamar elevado de atividade no fechamento do ano.
O abate de suínos somou 15,29 milhões de cabeças no 4º trimestre, com alta de 5,8% ante o mesmo trimestre do ano anterior. Na comparação com o 3º trimestre de 2025, houve queda de 3,5%.
Para frangos, o 4º trimestre registrou 1,71 bilhão de cabeças abatidas, avanço de 5,7% frente ao mesmo período de 2024 e alta de 1,5% em relação ao trimestre anterior.
Produção de ovos atinge 4,95 bilhões de dúzias
A produção de ovos de galinha chegou a 4,95 bilhões de dúzias em 2025, um crescimento de 5,7% sobre 2024, estabelecendo novo recorde. O IBGE também aponta que o setor vem acumulando marcas históricas consecutivas desde 1998, reforçando a trajetória de expansão do segmento.
Do total de estabelecimentos, 1.179 granjas (54,1%) produziram ovos para consumo, respondendo por 82,4% do volume. Outras 1.000 granjas (45,9%) produziram ovos para incubação, com 17,6% da produção.
No 4º trimestre, a produção atingiu 1,26 bilhão de dúzias, alta de 4,1% na comparação anual e crescimento de 1,5% frente ao trimestre anterior.
Aquisição de leite cresce 8,5% e registra a maior série desde 1997
A aquisição de leite por laticínios sob algum tipo de inspeção sanitária somou 27,51 bilhões de litros em 2025, avanço de 8,5% em relação ao ano anterior. O dado marca o terceiro ano seguido de crescimento, após dois anos de retração, e representa a maior captação da série histórica iniciada em 1997.
No acumulado de 2025, o preço médio do litro adquirido ficou em torno de R$ 2,56, queda de 1,9% frente ao valor médio de 2024 (R$ 2,61), segundo o levantamento.
No 4º trimestre, a aquisição de leite cru chegou a 7,36 bilhões de litros, com aumento de 8,6% sobre o mesmo período de 2024 e alta de 3,9% na comparação com o trimestre anterior.
Couro bovino acompanha ritmo dos frigoríficos
O avanço no abate também se refletiu na indústria de derivados. Em 2025, os curtumes investigados declararam ter recebido 44,03 milhões de peças inteiras de couro cru bovino, volume 9,8% superior ao de 2024 e recorde da pesquisa.
No 4º trimestre, foram 11,13 milhões de peças recebidas, um aumento de 11,8% frente ao mesmo trimestre do ano anterior, embora com queda de 2,4% na comparação com o trimestre anterior.
Os resultados reforçam o dinamismo da cadeia de proteína animal e derivados em 2025, com impactos diretos na oferta de alimentos, no setor industrial e na logística de produção em diversas regiões do país.



