
A semana começa com inovações no agronegócio brasileiro, destacando-se o uso de tecnologias científicas e oportunidades de mercado. Duas frentes principais emergem: a certificação com base científica do café e a introdução do selo Beef on Dairy na pecuária nacional.
A Embrapa Rondônia está revolucionando a maneira como o mundo percebe o café brasileiro. Utilizando a espectroscopia no infravermelho próximo (NIR), essa tecnologia oferece identificação precisa da origem e pureza dos grãos. Este método inovador, desenvolvido em colaboração com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), cria uma espécie de impressão digital dos grãos, assegurando uma rastreabilidade precisa e certificação confiável.
Essa iniciativa não só preserva a autenticidade como combate fraudes, identificando misturas indesejadas, como milho e soja. É a resposta perfeita para as exigências dos padrões internacionais de qualidade, promovendo o café brasileiro além do simples aroma.
O lançamento do selo Beef on Dairy pela Associação Brasileira de Angus, em parceria com a Embrapa, marca um passo significativo na pecuária brasileira. Este selo certifica a carne premium proveniente do cruzamento de vacas leiteiras Holandesa e Jersey com touros Angus, destacando um modelo sustentável e lucrativo para os produtores.
Com indicadores rigorosos desenvolvidos pela Embrapa, essa prática garante maciez e alto rendimento de carcaça, proporcionando qualidade superior ao consumidor e previsibilidade para o produtor.
No cenário internacional, a carne bovina brasileira pode em breve conquistar mais um novo mercado. Uma missão do Japão estará no Brasil em março para avaliar o sistema sanitário. O Japão é conhecido por suas exigências de qualidade e está disposto a pagar mais por produtos premium.
Enquanto isso, a China retoma suas importações de frango do Rio Grande do Sul após a suspensão do embargo. Paralelamente, acordos com o Vietnã e a Arábia Saudita ampliam o acesso a novos mercados para produtos bovinos brasileiros, diminuindo a dependência de compradores únicos.
Em contrapartida, a União Europeia expressa preocupações sobre o acordo com o Mercosul, citando potenciais desafios à regulação e à agenda ambiental. Este confronto pode atrasar o acordo por até dois anos, sinalizando protecionismo dentro de um discurso ambientalista.
Em âmbito nacional, Santa Catarina lidera a iniciativa Carreta Agro pelo Brasil, uma ação móvel do Sistema CNA/Senar que levará conhecimento técnico e inovações para produtores locais. Essa estrutura itinerante circulará por importantes eventos agropecuários no estado, reforçando o compromisso com o desenvolvimento rural e a disseminação de tecnologia.
Com estas ações, o agronegócio brasileiro consolida sua posição como protagonista no campo científico e econômico, assegurando um futuro promissor e sustentável.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.