
Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein na apuração dos desafios enfrentados pelo setor arrozeiro em 2023. O evento da 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas tenta redefinir estratégias em um cenário de custos crescentes, escassez de crédito e preços de mercado insatisfatórios.
Realizado de 24 a 26 de fevereiro, em Capão do Leão, sul do Estado, o evento não é apenas um marco simbólico na colheita anual. Conforme destacou Denis Dias Nunes, presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado (Federarroz), a abertura funciona como um "insumo para a lavoura arrozeira", buscando oferecer informação técnica e conectar o produtor com o mercado em momentos desafiadores.
A moagem de arroz da safra 2025/2026 está projetada para enfrentar uma queda considerável. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) antecipa uma diminuição de mais de 13% na produção, refletindo dificuldades de acesso a tecnologias devido ao crédito limitado e problemas climáticos, como frio e nebulosidade. Isso resultará em uma produção prevista de 11 milhões de toneladas. Além disso, os preços, que passaram por uma queda acentuada, começam a esboçar uma leve recuperação.
Nos últimos anos, a soja emergiu como a principal opção de diversificação nas terras tradicionalmente dedicadas ao arroz, ajudando a mitigar riscos agronômicos e aumentando a diversidade de renda. Hoje, a ênfase está na pecuária, que, ao serem integradas às lavouras de arroz, podem melhorar a qualidade do solo e otimizar a produtividade das safras subsequentes.
O modelo de integração lavoura-pecuária proporciona não apenas ganhos agronômicos, mas financeiros. A criação de gado auxilia em momentos de entressafra, gera fluxo contínuo de caixa e fornece maior estabilidade financeira. Essa evolução está pautada em dados técnicos que favorecem uma abordagem sustentável e eficaz.
A programação do evento não se limita a discussões agrícolas, mas abraça uma variedade de tópicos relevantes, incluindo inovação, tecnologia, sustentabilidade, gestão e a participação feminina. Com três arenas simultâneas, vitrines tecnológicas e participações internacionais, a expectativa é receber mais de 21 mil visitantes, com um aumento significativo no número de expositores.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.