
A América do Sul está se consolidando no cenário global de produção de soja, com ênfase no crescimento robusto do Brasil. Enquanto o Brasil segue em trajetória ascendente, a Argentina enfrenta desafios na colheita.
Brasil destaca-se como o maior produtor mundial de soja, atingindo um novo recorde histórico com uma produção estimada em 178 milhões de toneladas para a safra atual. Esse aumento significativo reforça sua posição à frente dos Estados Unidos, apoiado em uma expansão de 1,7 milhão de hectares na área cultivada, totalizando 49,1 milhões de hectares.
Nos Estados Unidos, a produção de soja sofreu uma queda, com a colheita finalizada em 116,0 milhões de toneladas, uma redução de aproximadamente 3,1 milhões de toneladas em comparação ao ano anterior.
Já a Argentina também enfrenta uma leve retração na colheita, com estimativas indicando 48,5 milhões de toneladas, o que representa uma diminuição de 2,6 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior.
Em contrapartida, a China demonstra um leve crescimento na produção de soja, com um aumento estimado de 0,3 milhão de toneladas, alcançando 20,9 milhões de toneladas nesta safra.
A expansão agrícola relacionada à soja no Brasil levanta preocupações ambientais. A Union zur Förderung von Oel- und Proteinpflanzen (UFOP) criticou a Regulamentação Europeia sobre produtos livres de desmatamento (EUDR) por sua falta de eficácia em mitigar a expansão territorial agrícola, mesmo antes de sua implementação completa.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.