
No cenário agrícola norte-americano, um fenômeno econômico significativo está ocorrendo: a contínua redução do rebanho bovino dos Estados Unidos. Com a marca histórica de uma queda pelo sétimo ano consecutivo em 2025, o total de cabeças atingiu 86,2 milhões, uma diminuição em relação aos 86,5 milhões do ano anterior. Esta redução, segundo dados do USDA ( Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) é o menor patamar registrado em 75 anos.
Os preços elevados do gado destinado ao engorda têm sido identificados como um dos principais fatores que prolongam essa tendência de queda. Tais preços incentivam os produtores a vender novilhas para carne bovina, em vez de retê-las para reprodução, o que impacta diretamente o crescimento do rebanho.
Olhando para o futuro, as expectativas para 2026 são de uma diminuição no abate, porém em um ritmo mais controlado do que o registrado em 2025. O abate de novilhos e novilhas é limitado pelos baixos estoques nos confinamentos, mas não se espera uma queda tão acentuada quanto a observada anteriormente.
Os menores estoques de gado, juntamente com restrições contínuas às importações de gado vivo, são fatores que continuarão a influenciar o mercado. Entretanto, um aumento na produtividade, impulsionado por um ganho no peso médio das carcaças, tem ajudado a mitigar os impactos da redução no abate.
Dois fatores principais contribuíram para o aumento no peso médio das carcaças em 2025. Primeiro, uma redução no abate de vacas redirecionou o foco para novilhos e novilhas mais pesados. Segundo, apesar de uma diminuição no número de animais em confinamento, esses foram alimentados por períodos mais longos visando maiores pesos ao comercializar.
Este aumento no peso médio das carcaças, que chegou a crescer 3% no ano passado, é projetado para continuar em 2026. A tendência é sustentada pela contínua prática de alimentar o gado até atingir pesos maiores, uma estratégia que potencializa o retorno financeiro para confinadores e frigoríficos.

Resumo: O mercado de pecuária brasileiro está em cautela após dados do Ministério do Comércio Chinês mostrarem que o Brasil já atingiu metade da cota de exportação de carne bovina para 2026, fixada em 1,106 milhão de toneladas, com previsão de alcance já em junho. Se a cota não for ampliada, o excedente da produção pode enfrentar uma tarifa de salvaguarda de 55% para entrar na China, forçando o escoamento para o mercado interno e pressionando os preços. Analistas apontam que a arroba do boi gordo deve recuar no segundo semestre, com a cotação próxima de R$ 346,50 sob pressão. Em resposta, entidades buscam diversificar mercados, ampliando vendas para a Europa e outros países asiáticos que demandam o produto brasileiro, ainda que em volumes menores que a China. Cotas de Exportação 2026 (China): Brasil 1.106.000 t; Argentina 511.000 t; Uruguai 324.000 t. Mesmo com a cautela, o consumidor pode sentir alívio nos preços nos açougues caso o volume seja redirecionado para o mercado interno. Sobre a Salvaguarda Chinesa: o teto regula o mercado interno; volumes que excedem o limite pagam 55% de tarifa adicional; a medida vale até o final de 2028, com pequenos aumentos anuais na cota. O texto encerra questionando se a queda de preço chegará à mesa do consumidor mato-grossense ou se custos logísticos manterão os valores estáveis, além de como o pecuarista deve se preparar para esse cenário.
Resumo: A pecuária brasileira enfrenta falta de vacinas contra clostridioses, com o problema transcendente não se limitando a Minas Gerais e afetando o abastecimento nacional após a saída de uma empresa que detinha cerca de 40% do mercado. A CNA informou ao MAPA que está buscando acelerar a recomposição de estoques. Na Expozebu, a CNA e o Sindan mostraram que as demais indústrias estão ampliando a capacidade de produção para atender à demanda emergencial, mas a regularização deve ocorrer somente no segundo semestre. Clostridiose é um grupo de doenças virais graves e frequentemente letais, cuja prevenção depende principalmente da vacinação. Enquanto a vacinação não está amplamente disponível, o Sistema Faemg/Senar orienta pecuaristas a reforçar boas práticas de manejo, com suplementação mineral, alimentação adequada, descarte correto de carcaças e priorização de animais não vacinados quando houver vacinas. O Mapa atribui o desabastecimento a decisões mercadológicas de fabricantes que descontinuaram produção entre o fim de 2025 e janeiro deste ano, e afirmou que atua para estimular a ampliação da fabricação e de importações, bem como acelerar fiscalização e liberação das vacinas.

A palma forrageira tem ganhado espaço em Minas Gerais, principalmente no Norte de Minas, como alternativa de alimentação do rebanho diante das secas. A 4ª edição do Palmatech ocorre até 7 de maio, em Janaúba e Nova Porteirinha, promovida pela Epamig, com o SimPalma e o PalmaDay no Campo Experimental de Gorutuba. A expectativa é de mais de 200 participantes; os painéis abordarão uso da palma na alimentação animal, formas de cultivo e manejo, desafios e pesquisas em andamento.armazenem a palma por tempo indeterminado, assegurando alimentação caso haja escassez.

Resumo: A FIAPE (Feira Internacional de Agropecuária de Estremoz), em sua 38ª edição, ocorre até domingo, 3 de maio, no Parque de Feiras e Exposições de Estremoz. A organização é da Câmara Municipal, com o apoio da Associação de Criadores de Gado de Estremoz (ACORE). O destaque é o setor agropecuário, com cerca de mil animais em exposição, principalmente bovinos e ovinos. Segundo Manuel Ramalho, presidente da ACORE, a FIAPE é um espaço importante de promoção, troca e venda entre criadores; se houvesse mais espaço, haveria mais animais. Participam produtores de norte a sul do país, além de representantes estrangeiros.

A JBJ Agropecuária, controlada por José Batista Júnior (Júnior Friboi), formalizou a aquisição da Fazenda Conforto, em Nova Crixás (GO), proprietária de um dos maiores confinamentos de gado bovino do país. Júnior Friboi é irmão de Wesley e Joesley Batista, controladores da JBS. O texto também cita a expansão de uma unidade de bovinos pela Próxima MBRF no Uruguai, além de promover conteúdos sobre Valor One e ferramentas de mercado.