
Atualização do Zarc: Impactos para Cana-de-Açúcar e Expansão da Agricultura Sustentável no Brasil
O Ministério da Agricultura e Pecuária atualizou o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cana-de-açúcar em sistema de sequeiro, utilizado na produção de etanol e açúcar. Esta atualização é a primeira desde a revogação do Zoneamento Agroecológico da Cana-de-Açúcar em 2019, incorporando novos dados climáticos (1992 a 2022) e aumentando as classes de solo analisadas. O reconhecimento abrange municípios de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul com menores proporções de áreas pantaneiras. A produção direcionada para outros usos da cana, como cachaça e forragem, apresenta maior expansão, mas ainda enfrenta restrições em regiões como o semiárido nordestino e áreas montanhosas de Santa Catarina e Minas Gerais. A produção nacional permanece concentrada na região Centro-Sul, com São Paulo, Goiás e Minas Gerais liderando o cultivo. O Zarc classifica as regiões conforme o nível de risco de perdas, com áreas acima de 40% de risco não sendo recomendadas para plantio.
Atualização do Zoneamento Agrícola de Risco Climático: Impacto na Cana-de-Açúcar
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou uma atualização significativa do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cana-de-açúcar cultivada em sistema de sequeiro, destinada à produção de etanol, açúcar e outros derivados.
Revisão Metodológica e Novos Parâmetros
Esta atualização marca a primeira após a revogação do Zoneamento Agroecológico da Cana-de-Açúcar, que esteve vigente até 2019. Desde 2018, não eram feitas alterações neste zoneamento, e agora foram implementadas mudanças metodológicas importantes. Os técnicos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) expandiram o número de classes de solo analisadas e atualizaram a base de dados climáticos para o período entre 1992 e 2022.
Regiões e Condições Climáticas
A produção de etanol e açúcar a partir da cana-de-açúcar exige um período seco de cerca de seis meses, condição rara em grande parte da Amazônia. No Pantanal, as temperaturas elevadas afetam a viabilidade do cultivo. Entretanto, alguns municípios de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul foram incluídos, especialmente aqueles com menor cobertura do bioma pantaneiro.
O zoneamento para outros usos da cana, como na cachaça, melaço e forragem, observou expansão significativa. Esse segmento, amplamente associado à agricultura familiar, enfrenta restrições principalmente no semiárido nordestino, pela baixa disponibilidade hídrica, e em áreas de maior altitude em Santa Catarina e no sul de Minas Gerais, onde geadas são frequentes.
Produção Nacional de Cana-de-Açúcar
Concentrada na região Centro-Sul, a produção nacional de cana-de-açúcar observa variação entre 9,1 milhões e 10,2 milhões de hectares nos últimos dez anos. O estado de São Paulo lidera, sendo responsável por cerca de metade das plantações brasileiras, seguido por Goiás e Minas Gerais.
Classificações de Risco
O novo Zarc classifica as regiões por níveis de risco de perdas, em faixas de 20%, 30% e 40%. As áreas com probabilidade de perda superior a 40% não são recomendadas para o plantio de cana-de-açúcar.




