
O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia retorna ao debate, mas sob uma perspectiva distinta do desejado pelo mercado. Enquanto a Europa avança com negociações direcionadas à Índia, o Mercosul parece estar à espera, aguardando uma decisão do Tribunal de Justiça da UE.
Segundo Gustavo Junqueira, especialista e colunista, o erro reside em considerar os acordos como eventos políticos isolados. “É necessário entender que se trata de processos contínuos de governança”, afirma ele. O dilema europeu é intrínseco: a agricultura tem um papel marginal no PIB, mas é de enorme importância política, enquanto o continente busca crescimento e abertura, equilibrando essa equação com a proteção doméstica.
Do ponto de vista brasileiro, Junqueira sugere uma mudança de narrativa. “Devemos abandonar a imagem de ‘celeiro do mundo’, pois isso causa receio na Europa. O foco deve ser em nos posicionarmos como o maior provedor de segurança alimentar e energética renovável, além de biocombustíveis”, explica ele. O Mercosul precisa ser visto como um parceiro estratégico da Europa.
O tempo que o Brasil aguarda pela decisão do judiciário europeu deve ser aproveitado de maneira produtiva. Junqueira defende que o foco durante este período deve ser na implementação de sistemas para garantir rastreabilidade, produção de dados auditáveis e transparência em relação ao desmatamento e mudanças climáticas. Estes fatores podem transformar a desconfiança dos agricultores europeus em confiança.
| Tópicos | Detalhes |
|---|---|
| Rastreabilidade | Implementação de sistemas para controle efetivo. |
| Dados Auditáveis | Garantia de transparência e confiabilidade. |
| Desmatamento | Monitoramento e divulgação de ações contra o desmatamento. |
Com o cenário atual, é essencial que os países do Mercosul reformulem suas estratégias, preparando-se para um futuro onde a colaboração com a União Europeia seja redefinida. Oportunidades para o fortalecimento das relações estão presentes, exigindo habilidade diplomática e visão a longo prazo.
Produzir mudanças nestes termos pode não apenas beneficiar os mercados envolvidos, mas também fomentar um ambiente de inovação e sustentabilidade que atendam às crescentes demandas globais.

Sumário: Em entrevista realizada durante um dia de campo na lavoura de milho safrinha, Fábio Christovam, da RouteLife & AgroShield Seguros, explica como o seguro agrícola funciona como ferramenta de estabilidade para produtores. O destaque é o planejamento antecipado para entrar na fila da subvenção governamental federal e estadual, que reduz o custo da proteção. Mesmo quem já foi plantado pode contratar, mediante avaliação técnica, com a vantagem da cobertura de replantio caso haja atraso na emergência das plantas devido às chuvas. O seguro é dividido em estágios: replantio até 15 cm e, depois, a cobertura básica contra eventos climáticos severos. Em caso de sinistro, peritos avaliam o laudo inicial, e na colheita ocorre nova perícia para validar a produtividade, liberando indenização pela diferença entre o garantido e o rendimento efetivo. A RouteLife oferece portfólio amplo para o agronegócio, com visitas técnicas às propriedades, cotações personalizadas sem custo e atendimento no campo e na cidade; seguros de vida, automóveis e empresariais também integram a oferta.

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O vereador Pedro Kawai (PSDB) visitou a SCI-AGRO, empresa vencedora na categoria de médio porte no 18º Destaque Industrial promovido pelo Ciesp-Piracicaba. A premiação, que homenageou 15 empresas em 2025, reconhece indústrias de vários portes e uma categoria especial com impacto econômico e social significativo. Durante a visita, Kawai conheceu a estrutura e o funcionamento da SCI-AGRO, um laboratório de análises químicas e biológicas que contribui para o desenvolvimento da região. A empresa destaca-se por seu rigor técnico, empregando mais de 100 colaboradores.

O Sistema Faep e outras entidades do setor agropecuário entregaram um documento ao Instituto Água e Terra solicitando ajustes nas regras de licenciamento ambiental no Paraná. A proposta visa simplificar processos burocráticos que impactam cadeias produtivas como bovinocultura e avicultura, que atualmente enfrentam insegurança jurídica. Paralelamente, o Hackathon Show Rural Digital Coopavel, marcado para fevereiro, busca soluções inovadoras para o agronegócio, destacando-se como um impulsionador da transformação digital no setor. Em Goiás, o Valor Bruto da Produção Agropecuária cresceu 13,6% em 2025, reforçado principalmente pela soja, bovinocultura e milho. O Relatório de Perspectivas para Commodities 2026 da StoneX aponta uma estabilidade no setor de commodities, com riscos geopolíticos e impactos nos custos de fertilizantes. A economia global mostra crescimento, mas enfrenta incertezas políticas e econômicas.

A fruticultura de Santa Catarina celebra uma melhora nas exportações de maçãs com a realização de inspeções fitossanitárias diretamente nos packing houses, fortalecendo a segurança e a credibilidade do produto. Essa decisão, fruto de uma parceria entre entidades como a Faesc e ABPM, garante conformidade sanitária e solidifica a competitividade do estado, consolidando-o como referência na produção de maçãs no Brasil. Além disso, a Reforma Tributária, em vigor a partir de 2026, trará mudanças significativas para os produtores, como a introdução do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), demandando adaptação e planejamento tributário. A implementação da Nota Fiscal Fácil e do CNPJ Alfanumérico são outras inovações que prometem simplificar processos fiscais e melhorar a identificação dos produtores.