
São Paulo, 26 de janeiro de 2025 – O setor de carne bovina brasileiro alcançou um desempenho sem precedentes em 2025, estabelecendo-se como um dos principais pilares da balança comercial do país. Neste ano, os embarques totalizaram 3,853 milhões de toneladas, um crescimento impressionante de 20,68% em comparação com o ano anterior, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e compilados pela Associação Brasileira dos Frigoríficos (Abrafrigo).
A receita gerada pelas exportações saltou 39,80%, alcançando US$ 18,365 bilhões, frente aos US$ 13,136 bilhões registrados em 2024. Este excepcional crescimento assinala não apenas o volume exportado, mas também a valorização da carne bovina brasileira no mercado internacional. A Abrafrigo destacou que este resultado representa uma mudança significativa na percepção global do produto brasileiro, que gradualmente está se consolidando nos mercados mais exigentes e sofisticados do mundo.
No panorama de exportações agropecuárias, em 2025, a carne bovina se tornou o segundo produto mais exportado, seguindo somente o petróleo. De modo geral, foi o quarto item mais exportado, ficando atrás apenas de petróleo, soja e minério de ferro. Este avanço foi impulsionado por uma combinação de aumento de volume e preço, que fez com que a carne bovina in natura, responsável por 90% das exportações, registrasse um crescimento de 42,3%, atingindo a marca de US$ 16,59 bilhões.
Parte significativa desse sucesso pode ser atribuída ao robusto desempenho mensal ao longo de 2025, com a carne brasileira sendo enviada para 177 destinos diferentes, o que demonstra uma estratégia de diversificação de mercado. No entanto, ainda há uma forte dependência do mercado chinês, que representou 48,2% das exportações totais. Em termos de carne in natura, a participação da China foi ainda maior, com 53,5% do volume embarcado.
Os Estados Unidos, segundo maior destino das exportações de carne bovina brasileira, também apresentaram crescimento significativo, com receitas que chegaram a US$ 2,064 bilhões, aumentando 25,9% comparado a 2024. Isso ocorreu apesar das tarifas adicionais impostas pelo governo norte-americano. A expectativa é de que em 2026, as vendas para os Estados Unidos continuem em tendência de crescimento.
Outros mercados essenciais incluem a União Europeia, cujo crescimento foi de 76,5% em receita e 57% em volume, o que representa uma oportunidade importante de ampliação, apesar de desafios impostos por acordos comerciais. Chile, México, Rússia, Filipinas, Egito, Hong Kong e Arábia Saudita também são importantes destinos para a carne bovina brasileira, cada um com suas próprias exigências técnicas e sanitárias.
Após dois anos de crescimento expressivo, o setor enfrenta agora o desafio de se consolidar e expandir sua presença em novos mercados complexos, como Japão e Coreia do Sul, além de aproveitar a abertura do Vietnã.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.