
Em um movimento que reflete uma intensa colaboração econômica, a China e o Brasil revelaram seus números de comércio exterior referentes a 2025. Este ano foi marcado por um crescimento expressivo especialmente para a China, que atingiu novos recordes em comércio, exportações e superávit.
A China continua a destacar-se como um dos maiores parceiros comerciais do Brasil, confiando extensivamente em suas commodities agrícolas e minerais. O Brasil tornou-se um fornecedor crucial para a China, com 73,28% da soja importada proveniente de terras brasileiras. Tal dependência destaca a importância do Brasil na garantia da segurança alimentar chinesa.
O comércio exterior global continua a ser dominado por China e Estados Unidos, com um crescimento notável observado no comércio chinês. Em 2025, a corrente de comércio da China atingiu US$ 7,237 trilhões, superando o valor dos bens comercializados pelos americanos. A China evidenciou um impressionante superávit de US$ 1,189 trilhões em bens, destacando-se no cenário internacional.
A corrente de comércio dos EUA registrou US$ 7,762 trilhões, mas ainda luta com um déficit crescente em bens. Em contrapartida, o Brasil apresentou um equilíbrio no comércio, com um leve superávit em bens que compensou o déficit em serviços.
A geopolítica do comércio chinês enfrenta mudanças substanciais, com o fortalecimento dos laços com o bloco ASEAN e países do BRICS. A participação dos EUA na corrente de comércio chinesa, entretanto, diminuiu significativamente, sinalizando uma reconfiguração no comércio global e uma possível divisão econômica entre Washington e Pequim.
O papel do Brasil no cenário internacional está se expandindo, especialmente no que se refere à exportação de commodities estratégicas. Este modelo de exportação, focado em produtos essenciais para a segurança alimentar e energética, oferece ao Brasil um poder geopolítico impressionante e ainda subestimado.
O intercâmbio comercial em 2025 retrata um mundo em transformação, com novos centros de poder econômico emergindo, enquanto a China e o Brasil fortalecem ainda mais seus laços comerciais. Os números recordes da China e a posição estratégica do Brasil mostram que a parceria entre os dois países desempenha um papel crucial no comércio global atual e nas tendências futuras.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.