
El Niño deve se intensificar e pressionar a produção no Centro-Oeste até 2027
Modelos meteorológicos apontam El Niño ativo até o início de 2027, com chance de nível muito forte no trimestre de novembro de 2026 a janeiro de 2027, em meio a padrão seco no Centro-Oeste e menor área segurada no agro brasileiro.
O fenômeno El Niño deve se manter ativo até o início de 2027, com probabilidade superior a 96% de permanência, segundo modelos meteorológicos citados pelo Correio Braziliense. A previsão, com data de referência em 12 de agosto de 2026, indica redução no volume de chuvas no Norte e parte do Nordeste do Brasil.
Há 63% de chance de o El Niño atingir um nível muito forte durante o trimestre de novembro de 2026 a janeiro de 2027, de acordo com estudos climáticos também citados pela mesma fonte. Esse cenário agrava riscos de quebras de safra, crises de abastecimento de água e aumento de queimadas.
Em agosto de 2026, observa-se um padrão de tempo predominantemente seco no Centro-Oeste, Sudeste e no interior do Nordeste, conforme reportado pelo Correio Braziliense. O El Niño, considerado forte, deve ganhar intensidade no quarto trimestre de 2026 e no início de 2027, segundo Chris Hyde, da SkyFi, citado pelo G1.
No agronegócio, o El Niño mais intenso deve encarecer o preço do seguro rural e elevar sinistros na produção agrícola, sobretudo no Sul e Centro-Oeste, de acordo com o Valor Econômico. A área segurada no agronegócio brasileiro é a menor dos últimos dez anos, com demanda por novas apólices limitada pela situação financeira difícil no campo.
Em contrapartida, as exportações brasileiras de soja cresceram mais de 13 vezes desde o El Niño de 1997 e 1998, conforme dados do G1/Reuters. Esse crescimento do Brasil como grande exportador ajuda a compensar eventuais quebras de safra em outras regiões. As exportações russas de trigo chegaram a 48 milhões de toneladas no ano passado (2025), ante cerca de 1 milhão de toneladas em 1997 e 1998. Já o óleo de palma responde por cerca de 60% das exportações mundiais de óleos comestíveis, com estoques globais próximos de níveis recordes.
Esses elementos, registrados em 12 de agosto de 2026, desenham um quadro de atenção para a produção no Centro-Oeste diante da evolução do fenômeno climático.




