
A colheita do pinhão já começou em Santa Catarina, marcando a chegada do inverno na região Sul e movimentando a economia local. Neste ano, porém, a produção deve ser menor, o que pode reduzir a renda de milhares de famílias que dependem do produto e ainda pressionar os preços nos mercados.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que a safra catarinense de pinhão deve alcançar 3,7 mil toneladas, uma redução de 32% em comparação com o ano passado, quando foram colhidas 5,4 mil toneladas.
A diminuição na oferta tende a afetar diretamente cerca de dez mil famílias que têm no pinhão uma das principais fontes de renda sazonal. O cenário reforça a importância do produto para a agricultura de base familiar e para cadeias curtas de comercialização, especialmente durante os meses mais frios.
Destaque: Com menos pinhão disponível no mercado, a tendência é de aumento de preço ao longo da temporada, especialmente nas primeiras semanas de comercialização.
A produção se concentra em municípios da Serra catarinense, com destaque para São Joaquim, Bom Jardim da Serra e Painel. Nessas localidades, o pinhão ganha relevância não apenas como alimento típico, mas também como um componente importante do orçamento familiar durante o inverno.
A cada temporada, o produto passa a ocupar mais espaço em feiras, mercados e pontos de venda, impulsionado pela demanda de consumidores que associam o pinhão à culinária regional e ao período mais frio do ano.
Indicador Estimativa Produção estimada na safra atual 3,7 mil toneladas Produção no ano anterior 5,4 mil toneladas Variação estimada -32% Famílias impactadas Cerca de 10 mil
Com a queda na produção, a expectativa é de que o preço do pinhão aumente nesta safra. A tendência é influenciada pelo equilíbrio entre oferta e demanda, já que o produto costuma ter forte procura no inverno, período em que o consumo cresce em receitas tradicionais e no comércio local.
Para o consumidor, a recomendação é acompanhar a evolução da safra e a disponibilidade do produto ao longo da temporada. Para os produtores, o cenário reforça a necessidade de cuidados na colheita e no manuseio, valorizando a qualidade e reduzindo perdas.
Menor produção pode restringir a oferta no início do inverno;
Demanda sazonal tende a se manter elevada na região Sul;
Preço pode variar conforme disponibilidade e logística de distribuição.
Além do peso econômico, o pinhão mantém um papel cultural e gastronômico de destaque em Santa Catarina. O alimento é considerado um dos principais símbolos do inverno no Sul do Brasil e aparece em diferentes preparos, do consumo cozido a receitas típicas que ganham força nesta época do ano.
Essa relevância também se reflete em eventos tradicionais, como a Festa do Pinhão, realizada em Lages entre o fim de maio e o início de junho, quando a cultura regional e a gastronomia valorizam o produto e fortalecem a identidade da Serra catarinense.
Em um ano de menor produção, a combinação de tradição, demanda e menor oferta tende a influenciar tanto o comércio quanto a renda das famílias envolvidas na cadeia do pinhão.
A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina acompanha o desenvolvimento da safra e orienta os produtores para garantir qualidade e segurança na colheita. A assistência técnica é apontada como essencial para aprimorar práticas no campo e assegurar que o pinhão chegue ao consumidor em boas condições.
Em foco: Colheita responsável, manuseio adequado e armazenamento correto ajudam a preservar a qualidade do pinhão e podem reduzir perdas em uma safra já marcada por menor volume.

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