
As importações de MAP no Brasil registraram queda de 20% no acumulado de janeiro a julho, segundo dados de importação. No mesmo período, as importações de TSP avançaram 39%.
Os preços elevados estimularam a substituição de fertilizantes de maior concentração por fontes de menor concentração. A mesma dinâmica, associada aos custos elevados dos fosfatados, explica o aumento nas compras de TSP em detrimento do MAP.
Entre março e abril, os preços dos fertilizantes atingiram níveis recordes desde 2022 no mercado internacional. O movimento esteve ligado ao conflito no Oriente Médio e a preocupações logísticas no Estreito de Ormuz.
Nas últimas semanas, os preços dos fosfatados no Brasil apresentam correções graduais na faixa de 5 a 10 dólares por tonelada. A perda de suporte ocorre diante de demanda brasileira abaixo do potencial.

A China importou 1,11 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos em julho de 2026, alta de 164% ante julho de 2025. Os desembarques do Brasil caíram 5,9% no mês, mas avançaram no acumulado de janeiro a julho.

O preço de referência da ureia granular entregue no Brasil subiu 50% em maio de 2026 ante a média dos dois primeiros meses do ano. No mesmo recorte, o MAP avançou 29,7% e o cloreto de potássio, 9,7%, segundo o Banco Central.

A área tratada com defensivos agrícolas no Brasil cresceu 5% no primeiro semestre de 2026 e atingiu 1,2 bilhão de hectares. No mesmo recorte, o valor de mercado avançou 11,1%, para cerca de US$ 9 bilhões, de acordo com Kynetec Brasil e Sindiveg.

A produção brasileira de trigo em 2026 deverá ser 23,5% menor que a do ano anterior, segundo a Conab. Em 2027, as importações do cereal devem crescer 1,9 milhão de toneladas para abastecer o setor moageiro.

A Mosaic projeta queda de 30% no uso de fosfatados no Brasil em 2026, com déficit de 1,3 milhão de toneladas de DAP nos solos. O cenário é impulsionado pelo enxofre a US$ 705/t e já se reflete nos resultados da companhia, que registrou prejuízo no segundo trimestre.