
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) publicou o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para o feijão de 2ª safra no Rio Grande do Norte, destinado ao plantio de sequeiro na safra 2026/2027.
O instrumento define as áreas e os períodos indicados para a cultura no estado. O zoneamento é requisito para o acesso a crédito rural e ao seguro agrícola. Plantios feitos fora das datas e das áreas apontadas perdem a cobertura do seguro em caso de prejuízo na lavoura.
A Secretaria de Política Agrícola (SPA) aponta o efeito de temperaturas extremas no estágio de floração. Valores acima de 35°C reduzem a produção de feijão, e temperaturas abaixo de 12°C podem derrubar as flores da planta.
O estudo de zoneamento climático utilizou uma série histórica de 30 anos de dados de clima e chuva, cobrindo o período de 1992 a 2022. As informações vieram do Inmet, da Agência Nacional de Águas e do Centro de Previsão de Tempo do Inpe.
Municípios do Rio Grande do Norte entram no zoneamento quando pelo menos 20% de sua área atende aos critérios de risco definidos nos níveis de 20%, 30% e 40%.

A Datagro estima 49,3 milhões de hectares de soja no Brasil na safra 2026/27, o menor ritmo de expansão em duas décadas, com produção de 185,6 milhões de toneladas. Em avaliação à parte, a Cofco no Brasil prevê redução da safra por El Niño, menor crescimento de área e restrição de crédito.

A colheita do milho de segunda safra chegou a 84,7% da área cultivada no Brasil, segundo a CONAB. O avanço é desigual entre os estados, enquanto o modelo COSMO / INMET indica temperaturas elevadas e umidade relativa abaixo de 20% em trechos do Centro-Oeste nos próximos sete dias.

Relatório do Inmet indica probabilidade superior a 90% de o El Niño permanecer até o início de 2027. A Embrapa recomenda respeito ao Zarc, formação de palhada, escalonamento da semeadura e cultivares de ciclos distintos para reduzir riscos climáticos na soja da safra 2026/2027.

Goiás estima redução de 30% na colheita da safrinha de milho 2025/26, o equivalente a quatro milhões de toneladas a menos. Em paralelo, a Conab aponta produção de 8,7 milhões de toneladas, com 80% da área já colhida.

A Medida Provisória 1.376/2026, sobre renegociação de dívidas rurais, foi publicada em 15 de julho de 2026. Entidades do agro estimam impacto de até R$ 100 bilhões, enquanto o Banco do Brasil projeta renegociar cerca de R$ 30 bilhões em operações de taxa controlada.