
Milho futuro fecha em alta em Chicago impulsionado por embarques e déficit global de oferta
Com forte demanda por embarques nos Estados Unidos e estimativa de déficit global histórico na safra 2026/27, os contratos futuros do milho fecharam em alta na Bolsa de Chicago no dia 21 de setembro de 2026. No Brasil, os preços futuros na B3 seguem acima de R$ 80,00 por saca, mesmo com a retração do dólar.
O mercado futuro de milho na Bolsa de Chicago encerrou a sessão de 21 de setembro de 2026 em alta expressiva. Os ganhos foram impulsionados por relatórios fortes de demanda externa por grãos norte-americanos e por projeções de aperto no balanço global da commodity.
Desempenho na Bolsa de Chicago
No encerramento do pregão em Chicago em 21 de setembro, os contratos com vencimento mais próximo e distante registraram valorização:
- Dezembro/26: subiu 15,50 pontos, finalizando cotado a US$ 5,43 por bushel.
- Março/27: registrou avanço de 15,25 pontos, fechando em US$ 5,5675 por bushel.
- Maio/27: acumulou alta de 14,75 pontos, encerrando a US$ 5,63 por bushel.
Demanda aquecida e balanço mundial
De acordo com dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os embarques semanais do milho norte-americano atingiram 1,939 milhão de toneladas. O volume ficou acima das estimativas do mercado, atuando como combustível direto para a elevação dos preços futuros em Chicago.
No panorama internacional, o USDA estima que a safra 2026/27 registrará um déficit de quase 30 milhões de toneladas entre a produção e o consumo mundial. A projeção representa o maior descompasso entre oferta e demanda em mais de três décadas, o que ajuda na sustentação das cotações devido à alta demanda e à redução de oferta de grandes exportadores. Como pano de fundo no mercado global de grãos, as exportações da Rússia apresentaram um recuo de 31% no bimestre de julho e agosto de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior.
Panorama brasileiro, B3 e câmbio
No mercado doméstico brasileiro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê um aumento de 10,7% na área destinada ao plantio de milho 1ª safra, projetando um total de 4,54 milhões de hectares.
Na B3, os principais contratos futuros do cereal mantiveram-se firmes, cotados acima de R$ 80,00 por saca no pregão de 21 de setembro. Contudo, o repasse da alta verificada na Bolsa de Chicago para as cotações em reais no Brasil sofreu atenuação devido ao cenário cambial: durante a tarde, o dólar operou em queda de cerca de 0,7%, cotado próximo de R$ 5,11.




