
A Noruega não importará carnes e derivados do Brasil acompanhados de certificado sanitário emitido a partir de 3 de setembro de 2026. A informação foi divulgada pela Mattilsynet, a Autoridade de Segurança Alimentar da Noruega, e repassada pelo posto diplomático brasileiro em Oslo.
A medida tem como base a falta de informações que garantam a implementação das medidas necessárias para assegurar o cumprimento da exigência de ausência de uso de antimicrobianos.
Como regra de transição, serão aceitos os carregamentos que estiverem acompanhados de certificados sanitários emitidos até 2 de setembro de 2026.
Dados do Agrostat, do Ministério da Agricultura, mostram o tamanho do fluxo comercial no ano anterior. Em 2025, a Noruega importou 279 toneladas de carne bovina brasileira, o que movimentou US$ 3,8 milhões.
No mesmo período, o país comprou 45 toneladas de carne de frango, 43,8 toneladas de pescados e 41,2 toneladas de ovos do Brasil. No total, as aquisições da cesta de proteínas brasileiras geraram receita de US$ 4,5 milhões.

Até 10 de agosto de 2026, as importações chinesas de carne bovina in natura do Brasil chegaram a 995,4 mil toneladas, ou 90% da cota anual de 1,106 milhão de toneladas. Frigoríficos reduziram envios em julho, com faturamento em queda.

A colheita brasileira de café atingiu 76% do total esperado até o fim de julho de 2026, segundo o Rabobank. As exportações de junho ficaram em 3,06 milhões de sacas, com o atraso da colheita afetando o ritmo dos embarques, e o acumulado do semestre em 17,8 milhões de sacas.

As condições climáticas favoráveis e as chuvas nos Estados Unidos pressionaram em queda os contratos futuros de soja na Bolsa de Chicago no início de agosto de 2026. No Brasil, a valorização dos prêmios de exportação e a demanda aquecida limitam o repasse das baixas e sustentam os preços no mercado físico.

China intensifica compras de soja dos EUA na primeira semana de agosto de 2026, com aquisições diárias reportadas pelo USDA e pela Bloomberg, totalizando cerca de 1,5 milhão de toneladas em quatro dias, como parte do acordo de trégua comercial que prevê 25 milhões de toneladas anuais até 2028.

A procura pela carne bovina brasileira recuou com a cota chinesa quase esgotada e medidas da União Europeia. Em painel no Siavs, líderes da Abiec e de frigoríficos apontam necessidade de novos destinos e adaptação da indústria.