
As cotações do arroz em casca no Rio Grande do Sul avançaram em agosto no mercado físico, em um cenário de oferta limitada. Os números abaixo referem-se a indicadores, datas e metodologias distintos e são apresentados em sequência temporal.
O Indicador Safras do arroz em casca no Rio Grande do Sul encerrou a quinta-feira (13) cotado a R$ 75,10 por saca, para o produto com 58%/62% de grãos inteiros e pagamento à vista. A Safras & Mercado atribui o patamar à retenção de arroz na fonte e ao baixo fluxo de lotes, aquém da necessidade de reposição da indústria.
Na comparação com a semana anterior, o indicador registrou alta de 3,98%. Em relação ao mesmo período de julho, o avanço foi de 22,63%. Ante 2025, a valorização acumulada ficou em 7,30%.
Na terça-feira (18 de agosto), o indicador Cepea/Irga-RS registrou R$ 75,96 a saca de 50 quilos. Desde o início de agosto até essa data, a alta acumulada foi de 10,68%. O Cepea/Irga-RS associa o movimento à disponibilidade restrita de arroz em casca, à necessidade de compra das indústrias e às dificuldades de carregamento causadas pelas chuvas.
No mercado de exportação, a Farsul informa que as vendas de arroz pelo Rio Grande do Sul alcançaram US$ 288 milhões de janeiro a julho, 19% acima dos US$ 241 milhões do mesmo período de 2025. Em volume, o crescimento foi de 57%, de 627 mil para 985 mil toneladas.
Isoladamente em julho, as exportações gaúchas de arroz recuaram 44,1% em valor e 41% em volume na comparação com julho do ano anterior. A entidade aponta que não se repetiram volumes importantes enviados a alguns destinos no mesmo mês de 2025, em especial à Venezuela.
Os embarques de arroz gaúcho para a Venezuela caíram de aproximadamente 57,6 mil para 25 mil toneladas em julho, em um contexto de melhora importante da oferta doméstica venezuelana.

O sorgo brasileiro ganha espaço no mercado chinês, com a expectativa de embarque de 30 navios ao longo do ano, enquanto a produção nacional cresceu 20% segundo a Conab, com o Maranhão liderando a expansão regional com alta de 115%.

A safra principal de melão no Vale do São Francisco (abril a julho de 2026) foi marcada por custos de produção 16% maiores que os do ano anterior, pressionados sobretudo por defensivos agrícolas e insumos de plasticultura. Apesar da queda de 17% na produtividade, a forte alta dos preços elevou a margem do produtor de melão amarelo em 236% em relação à safra de 2025, segundo o Cepea.

A receita com vendas de máquinas e implementos agrícolas no Brasil recuou 17,9% de janeiro a abril de 2026, para R$ 17,07 bilhões, segundo a Abimaq. No mesmo período, as exportações do setor cresceram 20,1% e somaram US$ 583 milhões.

O impacto direto das novas tarifas dos Estados Unidos sobre o algodão brasileiro é considerado pequeno pelo setor. Em encontro da ApexBrasil em São Paulo, a Abrapa destacou a necessidade de ampliar destinos e fortalecer a promoção comercial.

Pesquisa da Hortifruti Brasil/Cepea com 105 produtores e agentes da cadeia de frutas e hortaliças mostra que 93,3% percebem menos mão de obra nos últimos cinco anos. Atrasos, custos maiores e recuo de área já são relatados, e a mecanização aparece entre as estratégias de adaptação.