
Sem suplementação adequada, o ganho de peso dos animais pode cair entre 50% e 70% ao longo da seca, além de haver perdas na conversão alimentar, redução da imunidade, piora dos índices reprodutivos e aumento dos custos de produção. Por outro lado, quando o manejo nutricional é planejado antecipadamente, é possível manter ganhos diários entre 600g e 800g, mesmo em condições de baixa oferta de pastagem.
"É possível manter e até aumentar o ganho de peso durante a entressafra, desde que exista planejamento nutricional adequado. A estratégia deve combinar diferentes ferramentas, como suplementação com proteinados e rações para complementar a dieta com proteína e minerais, ajudando a manter o escore corporal e o desempenho do rebanho quando a qualidade da pastagem começa a cair. Também é possível incluir volumosos, como silagem de milho ou sorgo, feno e outras opções para diminuir a dependência do pasto e garantir a oferta de fibra aos animais", explica Mariana Lisboa, gerente nacional de Nutrição da Supremax.
De acordo com a especialista, a suplementação durante a entressafra deve ser encarada como um investimento na produtividade do sistema. "O principal desafio desse período é compensar a deficiência nutricional do pasto. Quando fornecemos os nutrientes que deixam de estar disponíveis na forragem, conseguimos manter o desempenho do rebanho e evitar perdas que comprometem toda a rentabilidade da safra seguinte", afirma.
Segundo Mariana um dos principais erros é adotar estratégias que priorizam apenas um nutriente. Para que os animais expressem seu potencial produtivo, proteína, energia e minerais precisam atuar de forma equilibrada. A proteína estimula a atividade dos microrganismos do rúmen e melhora o aproveitamento da fibra do pasto. A energia fornece o suporte necessário para manutenção corporal e ganho de peso, enquanto os minerais participam de processos fundamentais relacionados à imunidade, reprodução, metabolismo e formação óssea.
"O equilíbrio nutricional é o que garante eficiência alimentar. A proteína melhora a digestibilidade da forragem, a energia sustenta o desempenho produtivo e os minerais permitem que esses nutrientes sejam aproveitados de maneira eficiente pelo organismo. Quando esse conjunto está balanceado, o produtor consegue extrair mais da forragem disponível, mesmo durante a seca", explica Mariana.
Outro ponto destacado pela especialista é que o planejamento deve começar antes da chegada da entressafra. A avaliação da disponibilidade de pastagem, o diferimento de áreas, a definição da estratégia de suplementação para cada categoria animal e a aquisição antecipada dos insumos permitem reduzir custos e evitar perdas de desempenho ao longo do período crítico.
A escolha da suplementação deve considerar as características de cada sistema produtivo, incluindo a categoria animal, o objetivo da produção e a disponibilidade de forragem. Como os animais possuem exigências nutricionais distintas, a definição de estratégias específicas para cada realidade é fundamental para garantir eficiência e resultados.
"Não existe uma única estratégia nutricional que funcione para todos os sistemas. Animais de cria, por exemplo, precisam de nutrientes que favoreçam a manutenção da condição corporal, a produção de leite e a reprodução. Já animais em recria e engorda demandam estratégias mais intensivas para maximizar o ganho de peso. Além disso, quanto menor a disponibilidade e a qualidade do pasto, maior deve ser o nível de suplementação", destaca a especialista.
Para atender essas diferentes demandas, a Supremax disponibiliza um portfólio completo de suplementos desenvolvidos para promover melhor aproveitamento da forragem, maior eficiência alimentar e manutenção do desempenho dos animais durante a seca.
"Cada propriedade possui características próprias e, por isso, a suplementação precisa ser personalizada. Com produtos balanceados e suporte técnico, é possível construir estratégias nutricionais capazes de manter o desempenho dos animais mesmo durante a seca. Além do ganho de peso, um bom planejamento nutricional melhora a conversão alimentar, favorece a resposta imunológica e os índices reprodutivos, reduz custos com tratamentos, contribui para uma melhor qualidade de carcaça e aumenta a rentabilidade do sistema produtivo", conclui Mariana.

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