A produção de feno dentro da própria propriedade tem avançado no campo como alternativa para pecuaristas que buscam reduzir custos, garantir alimentação de qualidade ao rebanho e aumentar a previsibilidade ao longo do ano. O que antes era visto apenas como uma reserva para períodos de escassez de pastagem hoje faz parte do planejamento estratégico de muitas propriedades rurais.
Marcelo Pupin, coordenador de Marketing de Produto da Massey Ferguson, explica que a alimentação animal representa uma das principais despesas da pecuária. “Ao depender da compra de terceiros, o produtor fica sujeito à disponibilidade do produto, aos custos de transporte e às oscilações de preço do mercado. Produzir o próprio feno permite maior autonomia e contribui para uma gestão financeira mais eficiente”, afirma.
Além da economia, a prática oferece mais controle sobre a qualidade do alimento fornecido ao rebanho. “O acompanhamento de todas as etapas da produção, desde o desenvolvimento da forrageira até a colheita e o armazenamento, contribui para um produto mais uniforme e adequado às necessidades nutricionais dos animais”, destaca o especialista.
Outro fator que impulsiona esse movimento é a necessidade de maior segurança diante das mudanças climáticas. Períodos de seca prolongada ou chuvas fora de época podem comprometer diretamente a disponibilidade de pastagem. “O clima está cada vez mais imprevisível e isso impacta diretamente a disponibilidade de pastagem. Ter uma reserva produzida dentro da fazenda traz mais segurança para enfrentar períodos de seca ou irregularidade nas chuvas”, explica.
A tecnologia também tem desempenhado papel importante no avanço da atividade. O processo de produção de feno exige precisão em etapas como corte da forrageira, secagem, formação das leiras e enfardamento. Equipamentos desenvolvidos para essas operações permitem mais agilidade e melhor aproveitamento das condições climáticas, reduzindo perdas e aumentando a qualidade final do produto.
Pupin destaca que a evolução dos equipamentos tornou o processo mais eficiente e acessível. “A qualidade do feno depende muito do momento correto de cada operação. Hoje existem tecnologias que ajudam o produtor a ganhar agilidade, aproveitar melhor a janela climática e reduzir perdas durante o processo”, comenta.
Além do uso interno, a produção de feno pode se transformar em uma fonte complementar de renda. Em diversas regiões do país, a procura pelo produto tem aumentado, especialmente entre criadores de equinos, bovinos e pequenos ruminantes. “Quando o produtor consegue ter uma produção acima da demanda interna, a comercialização dos fardos passa a ser uma fonte complementar de renda”, conclui Pupin.

Primeira empresa do agronegócio brasileiro a gerar, emitir e comercializar soluções climáticas a partir de práticas sustentáveis de agrcultura,[MM1] a Citrosuco, uma das maiores produtoras de suco de laranja e ingredientes cítricos do mundo, participa de dois painéis da São Paulo Climate Week, nos dias 4 e 6 de agosto. A companhia apresentará como a agricultura sustentável e regenerativa pode acelerar a adaptação às mudanças climáticas, gerar créditos de carbono de alta integridade e criar novas oportunidades de valor para o agronegócio.

O Instituto Agronômico (IAC), da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, fará o 9º Workshop Viroses da Batata & Tecnologia IAC Broto/Batata-Semente. O evento será nos dias 11 e 12 de agosto, no município de Presidente Castelo Branco (PR).

A live de lançamento do estudo “Agricultura Irrigada no Brasil: Impactos e Perspectivas Estratégicas”, organizada pelo STAC/USP e pela ABIMAQ, discutiu o papel da irrigação no fortalecimento do agronegócio brasileiro. Com participação de Joaquim Bento, Giovani Wiliam Gianeti e Cristiano Del Nero, o evento abordou contribuições socioeconômicas, desafios de infraestrutura, gestão da água e o potencial de expansão da atividade. Entre os dados apresentados, um estudo da USP de 2019 estimou uma área adicional irrigável de 55,8 milhões de hectares no país, considerando águas superficiais e subterrâneas.
O programa Terra Forte, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural e executado pela Emater/RS-Ascar, avalia solos de quase 5 mil agricultores familiares com previsão de alcançar 15 mil beneficiados na primeira etapa e mais dois próximos lotes para os outros 10 mil.

Esta reportagem integra a série especial Brasil de Bombachas: a saga dos gaúchos na colonização do Brasil Agrícola, publicada mensalmente na Revista A Granja, que resgata a trajetória de famílias, produtores e profissionais que desbravam novas fronteiras agrícolas e ajudaram a construir o agronegócio nacional. Neste capítulo, o avanço rumo ao Centro-Oeste e ao Norte ganha destaque, com histórias que conectam o Rio Grande do Sul ao Distrito Federal e ao Tocantins, dois territórios que simbolizam diferentes fases da expansão agrícola brasileira.