
A chamada Agricultura 4.0 representa uma mudança profunda na forma como as operações agrícolas são gerenciadas. Tablets, sensores conectados, drones, inteligência artificial (IA), Internet das Coisas (IoT), robótica e plataformas de análise de dados deixam de atuar de forma isolada para integrar todas as etapas da produção. O objetivo é gerar informações mais precisas sobre o comportamento das lavouras, reduzir desperdícios, otimizar recursos e elevar a produtividade em um ambiente operacional cada vez mais complexo.
A transformação começa pela digitalização das informações. Dados sobre umidade do solo, condições climáticas, desenvolvimento das culturas, desempenho das máquinas agrícolas e saúde animal são coletados continuamente, proporcionando uma visão muito mais detalhada das operações. À medida que cresce o volume dessas informações, o desafio deixa de ser apenas monitorar os ativos no campo e passa a ser transformar dados em ações capazes de aumentar a produtividade, reduzir desperdícios e responder com maior rapidez às mudanças nas condições das lavouras.
"A agricultura está entrando em uma nova fase, na qual a vantagem competitiva depende da capacidade de transformar dados em decisões. As informações precisam chegar rapidamente aos profissionais que atuam no campo para que possam responder com agilidade às mudanças nas condições das lavouras e manter a eficiência das operações", afirma Russell Younghusband, Diretor Global da Getac.
Entre as tecnologias que impulsionam essa transformação, a Internet das Coisas (IoT) ocupa posição de destaque. Sensores instalados no solo monitoram continuamente parâmetros como umidade, temperatura e níveis de nutrientes, permitindo ajustes mais precisos na irrigação e no manejo das culturas. Ao mesmo tempo, equipamentos conectados acompanham o desempenho das máquinas agrícolas, contribuindo para reduzir falhas e otimizar o uso dos ativos.
Paralelamente, drones equipados com câmeras ampliam a capacidade de monitoramento das propriedades rurais. As imagens captadas permitem identificar precocemente sinais de doenças, deficiências nutricionais e focos de pragas, além de viabilizar aplicações localizadas de fertilizantes e defensivos agrícolas. A inteligência artificial complementa esse processo ao analisar milhares de dados simultaneamente, identificar padrões e gerar recomendações específicas para cada área da lavoura, tornando o planejamento agrícola mais preciso e permitindo intervenções antes que pequenos problemas comprometam a produtividade.
A automação também avança nas propriedades rurais. Máquinas autônomas e sistemas robotizados já executam atividades como pulverização, ordenha, monitoramento do rebanho e colheita em diferentes culturas. Além de aumentar a eficiência operacional, essas soluções ajudam o setor a enfrentar a crescente escassez de mão de obra especializada, especialmente nas principais regiões produtoras do país.
À medida que as operações agrícolas se tornam mais conectadas, cresce também a necessidade de garantir que todas essas informações estejam disponíveis para quem toma decisões diretamente no campo. Agrônomos, técnicos e operadores precisam consultar mapas, imagens captadas por drones, indicadores agronômicos, ordens de serviço e sistemas de gestão durante suas atividades, muitas vezes em áreas remotas e sob condições ambientais adversas.
Nesse contexto, tablets robustos e outros dispositivos resistentes passam a integrar o ecossistema da agricultura digital ao facilitar o acesso às informações operacionais diretamente nas áreas de cultivo. Integrados às plataformas de gestão, esses equipamentos permitem registrar inspeções, consultar indicadores, acessar o histórico dos equipamentos e compartilhar dados em tempo real entre as equipes de campo e as centrais de operação, contribuindo para uma tomada de decisão mais ágil.
Projetados para operar em ambientes de alta exigência, esses dispositivos mantêm o acesso às informações mesmo sob chuva, poeira, vibrações, altas temperaturas e intensa exposição à luz solar. Dessa forma, ajudam a garantir a continuidade das atividades em campo e o fluxo de informações durante toda a operação, inclusive em locais onde equipamentos convencionais podem apresentar limitações.
"À medida que a agricultura se torna cada vez mais orientada por dados, cresce também a necessidade de soluções capazes de se adaptar à realidade das operações rurais. O acesso às informações em tempo real, independentemente das condições do ambiente, permite decisões mais rápidas e uma gestão mais eficiente das atividades no campo", destaca Younghusband.
Com o avanço da agricultura digital, o futuro da produção agrícola dependerá cada vez menos da simples coleta de informações e cada vez mais da capacidade de utilizá-las de forma inteligente. Em um setor que continuará ampliando sua produção ao longo da próxima década, a integração entre conectividade, análise de dados, mobilidade e tecnologias embarcadas será um fator decisivo para elevar a produtividade, fortalecer a segurança alimentar e aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro.
No concurso de produtividade, clientes da Stoller, marca da Corteva Agriscience se destacaram no pódio do segmento nas regiões Sudeste e Centro Oeste com o uso de ferramentas biológicas e de fisiologia vegetal que auxiliaram rentabilidade da oleaginosa

A expansão da fronteira agrícola no Pará em direção aos portos do Arco Norte impõe ao estado o desafio de equilibrar a produção de grãos e carne com a proteção ambiental. Desde 2021, mudanças institucionais e políticas de estímulo à conservação vêm permitindo avanços nesse equilíbrio, com especialistas apontando o Pará como um exemplo de iniciativas que geraram resultados concretos. Dados-chave ajudam a entender o cenário: a agropecuária representa cerca de....

- O setor de sementes de soja no Brasil viveu três anos de otimismo, seguidos por um momento difícil devido ao excesso de oferta; a visão é de atravessar a tormenta com estratégias firmes. - A Seedcorp HO aposta em pesquisa, inovação genética e desenvolvimento de novas cultivares para manter o crescimento, investindo US$ 4–5 milhões por ano em P&D, valor estável nos últimos três anos. - Não há planos de expansão de infraestrutura: a empresa busca aproveitar a capacidade ociosa do Brasil e concentrar-se no portfólio de cultivares e na incorporação de plataformas biotecnológicas às sementes, sem ampliar unidades de beneficiamento neste momento. - A estratégia de longo prazo é....

Produtores do Planalto Central passam a contar com a nova cultivar de soja convencional BRS 7583, desenvolvida pela Embrapa Cerrados e lançada na AgroBrasília 2026.

Resumo: A safra 2025/26 registrou crescimento expressivo na área de soja em Mato Grosso e Rondônia, com ganho de 294 mil hectares, sendo 26 mil deles em Rondônia. A expansão da primeira safra de milho foi de 13% no mesmo período. O levantamento do Mapas Agro da Serasa Experian aponta alta adesão ao CAR, com 97% da área de soja cadastrada em Mato Grosso e 93% em Rondônia, indicando ampla cobertura de produção. Em Mato Grosso, 12,4 milhões de hectares são dedicados à soja, com grandes propriedades respondendo por 60% da produção e pequenas por 18%. Em Rondônia, a área plantada de soja cresceu 84% nas últimas seis safras, totalizando 730 mil hectares em 2025/26, sendo 44% das áreas em pequenas propriedades e 38% em grandes. Fontes: Mapas Agro Serasa Experian e Folha (20/5/26).