
Produção de maçã na UE deve cair 15,6% na campanha 2026/27, projeta WAPA
As primeiras projeções da Associação Mundial da Maçã e da Pera (WAPA) apontam contração de 15,6% na produção de maçã da União Europeia na campanha 2026/27, para 9.496.047 toneladas. Já a produção de pera deve crescer 5,5%, alcançando 1.946.482 toneladas.
A produção de maçã na União Europeia deverá sofrer uma contração de 15,6% na campanha 2026/27 face à campanha anterior, fixando-se em 9.496.047 toneladas. As primeiras projeções da Associação Mundial da Maçã e da Pera (WAPA) indicam que o resultado foi penalizado pelas geadas, secas e pelo aumento dos custos.
O volume estimado também representa uma redução de 14,3% face à média dos últimos três anos.
Em sentido oposto, a produção de pera na União Europeia está estimada em 1.946.482 toneladas na campanha 2026/27, o que corresponde a um aumento de 5,5% face à campanha 2025/26. O total fica 9,9% acima da média dos últimos três anos.
Variedades de maçã
A Golden Delicious, variedade de maçã com maior produção na Europa, deverá registar uma quebra de 11,1%, totalizando 1.809.982 toneladas na campanha 2026/27.
A Gala deverá diminuir 8,9%, situando-se em 1.362.797 toneladas. A Red Delicious apresenta redução de 5,3%, com 496.522 toneladas. Já a Idared deve cair 19,7%, para 415.559 toneladas.
Variedades e países na pera
A variedade Conference deverá atingir 905.693 toneladas na União Europeia, com crescimento de 2,1%. A William BC deve aumentar 1,1%, alcançando 211.606 toneladas.
Na Itália, a produção de pera tem estimativa de 347.325 toneladas para a campanha 2026/27, alta de 17,4% face à campanha anterior. Os Países Baixos deverão registar crescimento de 9,6% na produção de pera. A Bélgica, por sua vez, enfrenta quebra estimada de 7,2%.
Contexto em Portugal
Em 2024, a produção nacional de maçã em Portugal rondou as 313 mil toneladas, segundo a AICEP Portugal Global.
Um estudo de impacto de 2025 da CropLife Portugal estima que a retirada de substâncias ativas do mercado sem alternativas eficazes pode resultar numa perda média de 5.400€ por hectare/ano em margem bruta para a cultura da maçã.




